Ciganos do Mês

Desconheço autoria da gravura
Segure em minha mão, e como uma mãe bondosa que olha para uma criança, nos leve para os caminhos que devemos trilhar e nunca nos deixe cair nos caminhos que nos levará para longe de ti. Santa Sara, que eu seja digno do seu amor e de sua proteção, abençoe minha vida, a de minha família, a de meus amigos e de meus inimigos, para que assim ele possa se distanciar de mim, e não mais me direcionar nenhum mal. Permita que eu beije suas mãos e o seu coração, que eu seja seu filho abençoado para todo o sempre.
Mesmo antes do ponto alto das comemorações, que são nos dias 24 e 25, a pequena província francesa torna-se palco não só das manifestações religiosas - os manifestos de cunho cultural também se fazem presente por meio dos Filhos do Vento. Por volta de uma semana antes dos festejos a cidade começa a receber seus visitantes: acampamentos são armados, feiras artesanais viram atração, música e muita dança (em meio a outras expressões culturais), antecedem as missas e a procissão final na qual a imagem de Santa Sara Kali é finalmente carregada em direção ao mar por seus devotos. Opchá!!!
Valéria Fernandes
Esta, que assina também como pesquisadora de “textos prontos”, tem colocado tarjas com o nome de seu blog nas imagens que edito, isto por cima do nome Blog Vida Cigana. A descoberta de tal prática ardilosa chegou a mim por indignação de vários leitores deste blog, ou eu nem ficaria sabendo. O pior é que esta senhora, de moral questionável, vê o nome dos artistas e não dá os créditos de autoria, fazendo de conta que os criadores não existem.
Primeiramente há que lembrar da existência das entidades espirituais conhecidas como Cigana do Jarro e Cigano do Pote, motivos mais que suficientes para propagação de figuras assim. Todavia, nem todas as reproduções com jarro e pote estão relacionadas com estes dois espíritos ciganos em específico, na verdade vão bem além.
Portanto, quando um Cigano Espiritual é identificado com este utensílio, deve-se considerar como a representação simbólica de um Espírito que ajuda e protege quem dele precisa no campo afetivo/amoroso. Igualmente incentiva à sensibilidade mediúnica, o misticismo e às criações artísticas; ainda acolhe e aconselha o médium ou o consulente através de palavras doces e sábias. E quando refere-se ao lado negativo da vibração do Elemento Água, o Espírito Cigano possuidor da magia deste Elemento, cuida de afastar à instabilidade, às ilusões, às paixões desordenadas e às confusões emocionais que um indivíduo possa vir a ter, isto entre outros excessos causados pela emanação obscura da energia aquática.Valéria Fernandes
Desconheço autoria das imagens.
Ótimo momento para desabrocharmos em luz, em harmonia, em paz e em caridade, impulsionando os que nos rodeiam a restituir o espírito com confiança, buscando o verdadeiro sentido da vida eterna que Cristo nos ensinou. Valéria Fernandes


Em teu corpo, lânguida amante, me apraz contemplar, como um tecido vacilante, a pele a faiscar. Em tua fluida cabeleira de ácidos perfumes, onda dolorosa e aventureira de azulados gumes, como um navio que amanhece mal desponta o vento, minha alma em sonho se oferece rumo ao firmamento.
Valéria Fernandes
Com olhar fugidio, o Cigano Pietro sentou e logo começou a narrar sua história. Contou que muito moço apaixonou-se perdidamente por uma jovem não-cigana com quem se encontrava diariamente às escondidas, uma vez que ele era prometido para uma cigana e sua amada era rica e de família aristocrata, portanto, um amor proibido para ambos. Mesmo assim o casal jamais perdeu a esperança de ficar junto, na verdade, achavam que eram almas gêmeas de tanta sintonia que havia entre os dois, e como almas que se completam, as juras de amor eterno eram constantes, verdadeiras e ardentes. Até que um dia o pai da jovem descobriu o romance e trancafiou a filha para pôr fim aos encontros. Meses depois, não suportando ficar longe daquele que seria sua cara-metade, a moça se matou em uma forca improvisada dentro de casa. A notícia se espalhou rapidamente, chegando aos ouvidos de Pietro que morreu um pouco ao saber da tragédia. A partir deste dia o Cigano Pietro não foi mais o mesmo, partiu deixando seu clã para nunca mais voltar e se entregou à vida boêmia e solitária, cuja companhia fiel era o seu violino que gemia todas as noites para chamar seu amor. Valéria Fernandes