29/11/2009

Cigano Áramis

Na terça-feira passada recebi um e-mail que muito me honrou, mas que também me deixou deveras surpreendida. A mensagem veio de São Paulo e se dignava a parabenizar meu trabalho no Vida Cigana, porém o inesperado se deu por conta da assinatura: Rodrigo Valenzuela Fernandes, um cigano de sangue Calé e Calderash.

Ao fazer sua apresentação a mim, Rodrigo disse que este era seu nome de documentação, mas que na comunidade atendia igualmente por Ramires ou Áramis. Fizemos contato dias seguidos e logo nosso sobrenome incomum (Fernandes) tornou-se um de nossos assuntos. Áramis, como passei a chamá-lo, havia me perguntado se eu era cigana: “Tu san romi asau ?", ou seja, “você é cigana também?” Disse-lhe que só de alma, foi quando ele relatou que, por tudo que leu de mim e com o aval do “Fernandes”, não tinha dúvida de meu sangue ser cigano. Contou-me que “Fernandes é um dos sobrenomes mais comuns entre os Calons, taxeiros e de acampamentos...” Lançou-me uma indagação afirmativa: olhe os fatos... de onde vem tudo que você sente? É prima!”.

Com ou sem sangue cigano, amo essa cultura que tanto me engrandece, e nas minhas peregrinações na internet, três dias após o primeiro contato como Áramis, encontrei esta tela de Maria do Carmo da Hora no qual a mesma diz retratar a cigana Carmecita e o cigano Áramis. Fiquei pasma ao ver a imagem de um cigano com o mesmo nome e com vestimentas tão parecidas com a de meu novo amigo (já tive oportunidade de várias fotos dele e de seu povo). Coincidência? Não tenho resposta!

Rodrigo Valenzuela Fernandes (Áramis), é casado, tem filhos e se dispôs juntamente com Jovanka, sua esposa, a contar um pouco de sua vida e cultura aqui no blog, “visando sempre o esclarecimento de dúvidas, a divulgação da cultura e quebra de objeções e preconceitos...”.
Opachá!
  • Valéria Fernandes

Detalhe de uma tela de Maria do Carmo da Hora

27/11/2009

A Força dos Ciganos de Luz

Os Ciganos de Luz conhecem as dificuldades, os conflitos e as dores que inquietam o nosso espírito. Eles sabem da batalha que travamos todos os dias em busca de paz e de misericórdia divina. Avaliam nossas falhas sem nos julgar, sobretudo, compreendem que o desfalecimento de nossas energias tem uma causa, e quando a sobrecarga, o desânimo e o desalento querem nos vencer, Eles doam a energia necessária para que sigamos em frente, sem murmúrios ou lamentos. É no recolhimento interior e no expandir da aura que nos fortalecemos por meio Deles.
Nem sempre acalentamos os nossos sonhos, nem sempre nossas expectativas são correspondidas, no entanto, os Ciganos de Luz vêm em nosso auxílio como bálsamo sagrado, se não para sanar as profundas feridas enraizadas, Eles surgem para apaziguar e acalentar nossos corações, muitas vezes incompreendidos e mal tratados pelas pelejas do dia-a-dia. Certamente que Eles nos dão a força e o equilíbrio para dias melhores quando solicitados, porém, a fé, cabe a cada um de nós alimentá-la em nosso íntimo por todas as horas, valorizando os pequenos milagres da vida.

O encanto, a magia, a música, a dança e o ecoar de seus instrumentos estão dentro de nós, basta que saibamos entendê-los, acreditando que o mundo invisível é tão concreto como o que vemos a olhos nus.
Mensagem canalizada por mim através de “Meus Ciganos” no dia 26 de novembro de 2009.
  • Valéria Fernandes

    Pintura Cigana de Carri Travis

25/11/2009

Saudação à Cigana Sara

Salve à Cigana Sara com seu bailado e encanto,
Salve à Santa Padroeira que deu-lhe seu nome.
Sara Cigana é moça fogosa e cheia de luz,
Seus trejeitos faceiros arrebata a alma dos pobres mortais,
Seu olhar enfeitiça os novos cativos,
Numa captura astuta de fascínio e sedução.

Sara Cigana envolve os homens em suas armadilhas de dança,
Fitas e cores.
Contém as mulheres no esvoaçar de seus finos lenços de seda,
Adornos e odores.
Salve à Cigana Sara com seu bailado e encanto,
Salve à Santa Padroeira que deu-lhe seu nome.
Sara Cigana é vida, é beleza, é atração,
E não há ardis no Universo que ofusque sua aparição.

Escrevi este pequeno verso para saudar a encantadora Cigana Sara que, incorporada em uma outra pessoa, deu-me um longo e afetuoso abraço na quarta-feira que passou.

  • Valéria Fernandes

24/11/2009

Clã Cigano

Quando me deparo com a uma pintura cigana que me toca, costumo passar horas sentido o que há por trás das formas e das cores e, quase sempre, tenho belas surpresas. Com esta tela de Maria do Carmo da Hora não foi diferente, pois assim que a vi reconheci alguns ciganos que em algum momento já entrei em contato. Creio que é difícil para quem não tem certas habilidades mediúnicas acreditar em tal relato, no entanto, repasso essas miúdas informações por puro prazer em dividir meu contentamento com quem possa interessar.
Clique na imagem para ampliar!

Ao centro da tela encontra-se Kaku Marie (Feiticeira Marie) a quem chamo carinhosamente de “Vó Cigana”. Em suas retratações ela está sempre com seu cajado, que não somente serve de apoio como também é um dos instrumentos que usa em suas magias. Os animais, gatos e cachorros sempre a acompanham.

A menina ciganinha se chama Joana, e em outras pinturas aparece novamente ao lado da “Vó cigana”. Sinto a sintonia das duas: a voz da experiência aliada ao frescor do contínuo aprendizado.

À esquerda com o violão é o Cigano Igor, nunca o canalizei, mas sei quem ele é por sentir sua energia. Desconheço uma tela só dele.

Tocando sua inseparável flauta trata-se do meu querido Cigano Gonçalo. Este trabalha comigo, e em ocasião oportuna farei uma canalização só para postar no Vida Cigana e fazê-lo conhecer ao olhos de todos.

De lilás e com seu pandeiro na mão podemos ver claramente a Cigana Ametista. Já fiz um pequeno verso de chegada para ela, porém não tenho maiores intimidades. Quem sabe devo escrever o verso de subida? Só Deus, Santa Sara e os Ciganos de Luz poderão me guiar.

O belo Cigano com o violino é Wladimir, que tive a honra de conhecê-lo mais intimamente de uns tempos pra cá. Juntamente com outros ciganos que me acompanham, forma uma corrente de luz. Sua música é um belo bálsamo para alma.

A cigana de vermelho e a cigana que está sentada desenhando têm fortes vibrações, mas não quero arriscar um palpite sobre quem são por mera vaidade pessoal.
  • Valéria Fernandes
Vale lembrar mais uma vez que a tela é de Maria do Carmo da Hora (artista mediúnica que trabalha pintado entidades ciganas).

22/11/2009

Filha do Vento
Caminho pelo tempo, sou filha do vento,
A Estrada é minha morada,
Pelas estrelas eu me guio,
A relva é minha cama,
E sob a luz da lua eu descanso ao relento.
Nesta minha jornada, muitos amigos venho fazendo,
Pois falo de vida, de amor e de sentimento,
Para aqueles que de mim não gostem,
Peço ao Pai Maior que lhes de um alento,
Pois nesta vida nada lhes trará de bom,
A quem nutre tal sentimento.


Sou Cigana sim,
E com muito orgulho ostento,
A bandeira de meu povo,
Que por mais sofridos, por preconceitos somos,
Trazemos aos que se aproximam,
A alegria, o amor, o carisma e o orgulho em sermos
Filhos do Vento.
E aonde tiver uma cigana a caminhar,
Com certeza a alegria e o amor,
juntos vão estar.

19/11/2009

Prece ao Cigano Wladimir

Ó glorioso e poderoso Cigano Wladimir, neste instante,
é com o meu coração cheio da mais profunda fé,
que me dirijo ao teu luminoso espírito,
que tem poder e forças entre todas as entidades
ciganas que hoje,
como estrelas brilhando no infinito,
são entidades que por misericórdia nos assistem em
nossas aflições.
Em particular a ti, peço, querido Cigano Wladimir, que
me ampares, com teu coração bondoso,
jamais deixando que eu venha a cair
sob o impulso das provas desta vida;
protege meu corpo, livrando-o das doenças;
protege o meu coração,
não deixando nunca que nele se abrigue o ódio;
protege minha mente, para que ela seja sempre abrigo
de pensamentos positivos e de força;

protege minha família, protege meus caminhos,
livrando-me dos inimigos da Terra e do espaço.
Por todo bem que sei que fazes,
Por todos aqueles que depositam fé incondicional em ti,
é que peço à Santa Sara, a padroeira universal dos Ciganos,
Que encha teu espírito de luz, força e poder,
para que estejas sempre pronto a atender seus filhos,
aos teus seguidores...
E a Deus, nosso Pai maior, peço que tome nos braços
Este filho tão querido que és e, ao lado dele,
Jamais esqueça de nós,
Ó glorioso e bondoso Cigano Wladimir!


Amém.

15/11/2009

A visita da Cigana Gina

Um médium bastante conceituado daqui de Fortaleza veio fazer uma visita à minha “Tsara Cigana”, já que o mesmo também trabalha com os Filhos do Vento e se interessa em expandir e trocar conhecimentos sobre o Povo Sem Fronteiras. Não falo seu nome por não tê-lo avisado previamente sobre este pequeno relato, mas tenho certeza que ele vai gostar de ser lembrado neste espaço.

Em sua visita à minha tenda, enquanto eu dava-lhe um passe com a energia de meus ciganos, meu visitante incorporou uma de suas ciganas, fato que me deixou muito honrada. A incorporação se deu em frente ao altar no qual cultuo meus ciganos, no entanto, havia apenas sete deles firmados. Num banquinho ao lado tinha a imagem de uma cigana que ainda não tinha nome e nem energia, por isso não estava junto às outras estatuetas devidamente nomeadas e energizadas.
A incorporação foi rápida e logo a Cigana Gina se apresentou a mim. Disse-me que já havia falado comigo em outra ocasião, mas como nesse dia ela cantava um ponto para uma Cigana do Egito, eu não estava conseguindo reconhecê-la; realmente este fato aconteceu há duas semanas.
Cigana Gina
Gina conversou comigo docemente, deu sua benção, disse ter gostado de mim e do ambiente, isso em meio há alguns conselhos e previsões que me fez. Perguntei-lhe sobre sua cor de vela e gosto por adornos, ela disse para ofertá-la sempre luz amarela e especificou seu gosto por ornamentos dourados. A conversa estava ótima, mas não queria cansar meu visitante cravando a entidade de perguntas e já ia me despedir, foi quando a Cigana Gina ofereceu-me seu reflexo de luz. Ela me disse que a partir daquele dia eu podia chamá-la e que estaria comigo também; quase não acreditei receber tão ilustre visita, que dirá a doce oferta de carinho e proteção. Imediatamente entreguei a ela imagem da cigana que estava no banquinho ao lado e Gina pessoalmente firmou sua presença em meu altar e em meu coração.
Foi muito gratificante recebê-los em minha casa, e mais gratificante ainda puder contar com a luz de mais uma radiante cigana. Registro meu muito obrigada não só a Cigana Gina, mas a meu visitante portador de tanta atenção e doçura.

Salve os Ciganos de Luz!
  • Valéria Fernandes

    Pintura Cigana de Maria do Carmo da Hora

13/11/2009

Cigana Esmeralda
Cigana Esmeralda
Cigana bonitada de pele morena
com seu cabelo comprido e sua boca vermelha
envolve com sua dança e fascina com sua voz
Sentada à beira da fogueira
com uma taça de vinho na mão
A cigana descansa para logo dançar

Linda e faceira, rodopia sua saia
balançando seu lenço e balançando seu xale
Com muita sabedoria, ela lê sua mão
Com sinceridade diz a verdade
Bela cigana dos olhos de esmeralda
Lê sua sorte por amor e com amor
Enche de vida seu caminho
Pode abrir ou fechar
As portas do destino
Sua estrada é trilhada com fé,
sabedoria
Amor e muita alegria
Cigana Esmeralda
Um ponto de luz no caminho!
  • Tela de Leila Ullmann

Desconheço a autoria do poema

10/11/2009

Informações

Fiquei encantada por esta boneca cigana, mas não sei que a vestiu nem qual é sua matéria prima, no entanto, acredito que outras tão belas devam existir. Quem tiver informações sobre confecção de bonecos ciganos, por favor, entre em contato comigo. Sendo aqui em Fortaleza, faço questão de ir à loja ou oficina para conhecer de perto trabalhos deste nível.

(85) 3212-4873 e 8722-2455

09/11/2009

Beija Flor Cigano

Caminhando pelas rodas da vida,
vou descortinando novos horizontes
conhecendo lugares, uma nova lida,
não tenho paradeiro, sou viajante...
Viajante, andarilho, caminheiro,
sou beija flor, nutrindo-me na seiva do amor,
sentimento nobre que o Criador criou e espalhou na terra,
tendo como símbolo;a meiguice e ternura de uma flor...

Minha alma voa nas asas do amor e da liberdade,
adapto-me a qualquer localidade e lugar,
armo minha tenda com criatividade,
aguardando a noite festeira chegar...
A noite chega com as estrelas,
num sagrado luar, é hora da festa começar,
os sons das cordas do violão,
os ritmos sonoros dos pandeiros,
faz-me bailar numa bela canção que brota do meu coração.
Coração de um bailarino beija flor cigano,
que voa semeando alegria e amor em novas terras e novos horizontes,
além do oceano, além mar, com bravura e esplendor.

Poema de Elias Akhenaton
Tela de Cezarina

05/11/2009

Oração à Santa Sara Kali

A cigana tem o mistério, pois, do futuro, tudo entende. Na Lua cheia tem sua magia; em seus cristais está sua energia; seu incenso é sabedoria; sua dança é alegria; com suas fitas coloridas tem fama de andarilha. O fogo revela o futuro, o poder, a força da natureza. Santa Sara é sua padroeira.

Santa Sara, pelas forças das águas, Santa Sara, com seus mistérios, possa estar sempre ao meu lado, pela força da natureza.

Nós, filhos dos ventos, das estrelas e da Lua cheia, pedimos à senhora que esteja sempre ao nosso lado; pela figa, pela estrela de cinco pontas; pelos cristais que hão de brilhar sempre em nossas vidas. E que os inimigos nunca nos enxerguem, como a noite escura, sem estrelas e sem luar. A Tsara é o descanso do dia-a-dia, a Tsara é a nossa tenda. Santa Sara, me abençoe; Santa Sara, me acompanhe. Santa Sara, ilumine minha Tsara, para que todos que batam à minha porta eu tenha sempre uma palavra de amor e de carinho. Santa Sara, que eu nunca seja uma pessoa orgulhosa, que eu sempre seja uma pessoa humilde.

Amém!

Do livro Mistérios do Povo Cigano – De Ana da Cigana Natasha e Edileuza da Cigana Nazira.

03/11/2009

Princesa Cigana

Vale a pena apreciar a cigana negra que Maria do Carmo da Hora retratou. Seu nome é Soraia, e, segundo a pintora, trata-se de uma Princesa Cigana. Como podemos observar, além de sua estonteante beleza, ela tem porte altivo e indícios de ser uma líder inata.

Dentro dos clãs ciganos não existe a hierarquia de realeza, no entanto, somente a artista mediúnica poderia fornecer detalhes sobre este título. Como não canalizei Soraia e nem sei se o farei, deixo em aberto a possibilidade de escrever a respeito de seus gostos e de sua magias em uma outra ocasião.
  • Valéria Fernandes

27/10/2009

Cigano Ramirez

Na infinita constelação cigana existe uma estrela que, para mim, brilha diferente das demais, é o Cigano Ramirez que me acompanha, me irradia e me orienta com sua luz. Ele está comigo desde outras jornadas, pois aqui nesta passagem terrena, “apenas” nos reencontramos para juntos darmos seguimento com nossa humilde missão. Tentarei descrevê-lo da melhor forma possível para honrar a sua constante presença ao meu lado.

Ramirez é um lindo cigano de pele clara, cabelos negros, olhos castanhos e porte altivo. Apresenta-se de blusa verde, no entanto sua roupa preferida é calça e blusa brancas com uma faixa lilás ou vermelha na cintura. Por vezes, usa na cabeça um lenço na mesma cor da faixa; calça sandálias de couro, nada de botas. É elegante, vaidoso, e por isso tem que ter por perto um espelho. Usa sempre uma argola dourada na orelha esquerda, uma corrente no pescoço com uma medalha cujo desenho é de uma estrela. No braço esquerdo tem uma pulseira também dourada e nos dedos vários anéis no qual o de pedra lilás se sobressai.

Adora perfume com essência de madeira, pede que eu borrife no ambiente quando ele está presente. Seus adornos podem ser de cor dourada e prata, não gosta e nem aceita oferendas acobreadas. Seu dia da semana é o sábado e as velas para agradá-lo podem ser lilás, rosa ou branca, nessa ordem. Ramirez gosta de frutas diversas e de sucos de maracujá, acerola e morango; detesta bebida alcoólica, cigarro ou cachimbo. Aparenta ter por volta de 35 anos, é serio e tranquilo, não é chegado às festas, à dança, nem à música. Tem grande afinidade com os animais, principalmente com os cavalos que ele sente prazer em montá-los. A natureza é sua maior amiga, pois é dela que obtém suas forças para trabalhar e ajudar ao próximo. Ramirez é um líder nato e todos os ciganos que estão sob seu comando costumam temê-lo e respeitá-lo.

Este cigano só faz magias com ervas, flores e rosas, tais como chás, infusões e banhos. Trabalha com a limpeza da aura retirando todas as negatividades que atrapalham os caminhos de quem ele cuida. Seja no amor, nas finanças ou na saúde, quando a causa das anomalias são espirituais o Cigano Ramirez logo detecta e se dispõe a tratar. Não é devoto de Santa Sara Kali, mas respeita e admira o credo dos demais ciganos. Sua fé é em Deus e costuma fazer e receber orações. Tem ciúmes de suas protegidas, chegando a ser um pouco possessivo. Não tem afinidade com baralhos e gosta de jogar dados como entretenimento, jamais para ler a sorte. Para prever o futuro Ramirez faz leitura de mão e às vezes usa runas.


Salve o Cigano Ramirez!
  • Valéria Fernandes

Tela ilustrativa de Maria do Carmo da Hora

25/10/2009

Cigana Esmeralda

Um dos nomes de cigana mais propagados durante os tempos tem sido o da Cigana Esmeralda. Esta causa curiosidades nas variadas pessoas que buscam saber sobre suas preferências, vestimentas, magias e outros tantos detalhes. E de tanto receber e-mails com este pedido (já que eu não sabia absolutamente nada sobre ela), comprei um livro que, entre outros ciganos, fala dela. Porém, não tive tempo de ler a página destinada a mesma, que dirá de reproduzir o texto para postar aqui no blog; fatos estes que parecem terem sido providenciais.

Inesperadamente Esmeralda apareceu em minha vida sem que sequer pudesse esperar, imaginar ou mesmo chamá-la. Foi uma surpresa entrar em contato com esta cigana e com as revelações que ela me fez, provocando uma reviravolta em meu contato com os Ciganos de Luz. Desejo o mais breve possível contar em minúcias aos leitores do Vida Cigana todas as novidades.

Por enquanto... Salve a Cigana Esmeralda!
  • Valéria Fernandes

21/10/2009

Meu Amor Cigano

Danças ao redor do fogo,
meu adorado Cigano.
Teu corpo suado,
teu olhar que penetra minh'alma,
tal qual um punhal de prata,
tocando meu coração,
me instiga a seguí-lo nesta dança Cigana.


Entrego-me em teus braços
meu adorado Cigano,
me apertas contra teu peito,
fazendo-me flutuar nos passos desta dança,
ao som de violinos que nos excita,
e nos envolve em fortes desejos.

Teu olhar,
tuas mãos quentes,
teus passos firmes e bem cadenciados
nos levam a bailar ao redor do fogo
que brilha intensamente fazendo-se
arder em nossos corpos o calor do desejo,
da entrega, neste Amor Cigano!
  • Poema de Thais S. Francisco

17/10/2009

Encantamentos e Feitiços Ciganos para o Amor

Para que o amor venha depressa

Quando duas pessoas que se amam estão distantes por força das circunstâncias, deve-se fazer o seguinte feitiço: pegue metade de uma casca de noz e faça, cuidadosamente, um pequeno furinho em sua borda. Prenda neste buraquinho uma linha vermelha com um nó. Encha de água uma tigela e deixe que a casca de noz flutue nela. Sustente a linha pela ponta e enrole-a no dedo indicador, puxando-a em movimento suave e firme, no sentido horário. Coloque o dedo indicador dentro d'água. Permita, que, a cada volta que a casca de noz dê, a linha vá se enrolando cada vez mais em seu dedo. Vá dizendo o seguinte, até que toda a linha esteja pesa ao seu dedo:

Venha a mim, por terra e mar.
Fique de novo ao meu lado.
Por amor de Gana, faço agora este pedido,
Para que possamos ser felizes, juntos, eu e Fulano(a).

Junte a casca de noz e a linha, sem enrolar uma na outra, e enterre diante de sua casa (pode ser em um vaso), envolvida por duas conchas.

Atar um laço de amor

Pegue um pedaço de fita vermelha, que tenha aproximadamente o mesmo comprimento do pênis de seu parceiro, quando está ereto. Como achará essa medida, é uma questão que você deverá resolver sozinha. Ponha a fita debaixo de seu travesseiro, ou amarre-a aos cabelos para tê-la à mão quando fizer amor. Depois que o seu parceiro estiver dormindo, pegue a fita e faça com ela sete nós. Cada um dos nós representa um dia da semana. Durante todo o tempo em que a fita permanecer guardada e todos os nós em perfeito estado, estará garantida a fidelidade de seu cônjuge.

Para torna-se notado por alguém
Pegue um espelho, desses que as mulheres carregam nas bolsas. Consiga uma foto sua e coloque embaixo do espelho. Sobre o espelho, coloque uma foto da pessoa por quem deseja ser notado (a). Assim, o espelho deve ficar entre as duas fotos. Envolva tudo em um pedaço de seda ou algodão vermelho e amarre muito bem com fita ou lã cor-de-rosa. Leve este embrulho à casa da pessoa que você deseja deixe lá, em um lugar onde não possa ser descoberto. Pode colocá-lo no jardim ou em um vaso, por exemplo. Caso seja impossível fazer isso, providencie um patuá branco, onde o embrulho deve ser colocado e guarde-o consigo.

Acendendo o fogo da Paixão

Na lua cheia, faça um circulo de 54 cm de diâmetro com sete pedras, em um lugar aberto. Faça uma pequena fogueira no meio do círculo formado pelas pedras. Acenda o fogo e pegue um pedaço de madeira pequeno, no qual deve ser escrito o nome da pessoa amada. O pedaço de madeira ficará atravessado no meio do fogo, no sentido Leste-Oeste. Comece a observar o fogo, limpando de sua mente todos os pensamentos que não tenham relação com a pessoa amada. Imagine que o amor de vocês dois está crescendo. Quando metade da madeira já tiver sido consumida pelo fogo, salpique um pouco de açúcar sobre o mesmo. Repita isso por mais seis vezes, sempre pronunciando o nome dele(a). Deixe que a madeira acabe de queimar. Quando o fogo acabar, e não existirem mais fagulhas, jogue água limpa em cima de tudo.

Textos do livro Magia Cigana para o Amor – De Sibylla Rhudana

15/10/2009

Cigana Sarita Espanhola

-Existem muitas ciganas no plano espiritual de nome Sarita, mas de que eu tenha conhecimento de sua vida terrena, a que tem origem espanhola e emigrou para América do Sul com todo o seu clã, se destaca entre as demais.

Desde pequena, enquanto aprendia a ler a sorte através das cartas e das mãos, Sarita se interessava em fazer talismãs de bons fluidos com intuito de ajudar não só seu povo, mas também os não-ciganos que rondavam os acampamento por onde passava. Para confeccionar seus patuás, a jovem dependia da sabedoria dos mais velhos, pois alguns deles precisavam de ingredientes que, pela idade Sarita ainda não tinha domínio, como plantas, ervas e cascas de frutas. Todo o grupo incentivava e ajudava a ciganinha a desenvolver seus talentos, subsidiando-a com orientação e prática. Os homens confeccionavam moedas sem valor financeiro e com desenhos que ela lhes pedia, bem como davam forma às pedras que ela escolhia; as mulheres tratavam de ensiná-la mais cedo os segredos e o modo de como manipular os mais variados elementos da natureza para compor um bom amuleto. Com o passar do tempo Sarita aperfeiçoou seus dons e agregou outros, tornando-se uma mulher independente, admirada e doadora de amor por meio de suas magias.

Sarita foi uma cigana extremamente sedutora e vaidosa, gostava de se perfumar e se enfeitar para transitar pelo acampamento; bem vestida, dançava para o Sol e para a Lua. Casou com um cigano para quem ela havia feito um talismã para ter sorte no amor, o único que distribuiu durante anos igual ao dela.

Quando chega na Terra o espírito de Sarita não faz grandes exigências; dança, cantarola e fala alegremente para saudar quem por ele chamou; pede uma oração. No desempenho de suas funções faz leitura de mãos, cruza os baralhos de seus protegidos e ensina a fazer talismã para atrair e manter o amor. Trabalha com velas da cor do arco-íris, no entanto recebe oferendas com velas amarelas, de preferência aromatizadas de jasmim. Gosta de lenços, xales, adornos nos cabelos e saia rodada. Os anéis, colares e pulseira também devem ser usados para agradar seu jeito de cigana faceira.
  • Valéria Fernandes


Pintura Cigana de Maria do Carmo da Hora

14/10/2009

Cigana Madalena

É protetora das pessoas que têm problemas em relação ao sexo e precisam mudar quanto a isso: pessoas que são tímidas, que não conseguem se soltar, que têm medo do sexo etc. Esta cigana não tem preconceitos, e recorrem a ela pessoas com problemas que nem imaginamos.

Ela é de origem árabe e viajou por todo o Oriente Médio e Índia. Foi muito reprimida e tem grande amor e paciência para orientar os que dela precisam. Suas magias são de fundamentos árabes e indianos, são poderosas as magias que ela faz quando está na aura de seus protegidos, quase todos destas duas linhas. Cigana linda, gosta de dançar e se soltar, encantando a todos, sempre disposta a ajudar com seus poderes mágicos de buena-dicha, resolvendo todos os problemas em que Deus permitir que ela interfira; ela faz o que considera melhor para a pessoa e não necessariamente o que a pessoa pediu.
Madalena enxerga longe. É grande fazedora de vinhos e poções de amor, gosta muito de fazer magia com pão árabe recheado com pasta de carne apimentada e pétalas de rosas. Faz sua reza para deixar no pão a sua força e faz os amantes comerem juntos, abrindo as energias de ambos para fazerem com muito amor um sexo gostoso e ardente. Nas festas ciganas o pão encantado de Madalena é disputado por todos devido aos seus poderes.


Texto do livro Segredos da Magia Cigana - De Ramona Torres

Pintura Cigana de Rita Andrade

12/10/2009

Cigana Francesa


Bonita, elegante, requintada, esta é a Cigana Francesa retratada pela pintora mediúnica Maria do Carmo da Hora. De acordo com a artista, a cigana está no jardim de seu castelo, e pelo que vemos, na companhia de um significativo animal selvagem.


A moça tem porte altivo e parece não temer a nada, porém exibe traços doces, suaves e gentis; uma bela mistura de força e de delicadeza que magnetizam naturalmente qualquer pessoa que direcione o olha ao dela. A impressão que tenho é de estar sendo convidada a subir as escadarias de seu lar para desvendar suas magias e seus mistérios...

No entanto, para nós admiradores, é "apenas" uma cigana de extraordinária beleza que desconhecemos detalhes de sua passagem pela Terra, para Maria do Carmo, certamente que é mais uma amiga no plano astral. Vale a pena apreciar tão majestosa harmonia em meio à natureza!


Valéria Fernandes

Pintura de Maria do Carmo da Hora

09/10/2009

Ciganos de Luz

Quem busca diariamente pela presença cigana encontrará sempre o doce conforto que a alma requer. Os Ciganos de Luz atuam conforme a necessidade de quem os chama, e suas vibrações para os que estão na Terra têm forte poder quando recebidas por braços abertos e desarmados. O Espírito Cigano é doador de paz, amor, bondade, sabedoria, esperança, gratidão, zelo, justiça, equilíbrio, humildade, união, amizade, alegria e tantas outras “identidades” que o ser humano possui em seu âmago e que precisam ser redescobertas para o caminho da evolução.

Muitos estão desistindo desta busca interior por falta de um sinal palpável que lhes acalme a mente e o coração. Digo que esta não é a estrada a seguir, e sim a do caminho que demanda dedicação, força, coragem, garra e vitalidade que levam diretamente à cura e à libertação da alma. Pois é justamente na luta diária contra os dragões invisíveis que as grandes batalhas são conquistadas, mesmo que pareçam pequenas aos olhos terrenos e por vezes incrédulos demais. E a fé no altíssimo, por onde anda irmãozinhos? Deve ser forte como uma rocha e translúcida como um cristal! A fé é condutora do espírito e do corpo que recebem suas boas vibrações para prosseguirem na feliz caminhada que está sempre a recomeçar.

Quando a dor e solidão incomodarem, chamem pelos Ciganos de Luz e abram-se para receberem um caloroso abraço amigo, repleto de regozijo para seus corações cansados e sofridos. Visualizem as fagulhas de nossas fogueiras astrais que se acenderão em suas mais íntimas emoções para revigorar mais um dia de árdua peleja, e sintam nosso constante amparo e proteção.

Mensagem canalizada por mim no 6 de outubro de 2009

  • Valéria Fernandes

    Desconheço a autoria da imagem

07/10/2009

Índio Caboclo Cigano (nativo)

Sou filho de índio e caboclo
Cigano de reza e de fé
Minha tenda tá onde o sol nasce
Meu futuro tá onde
Deus quiser
Sou filho de índio e caboclo
Cigano de reza e de fé
Minha tenda tá onde o sol nasce
Meu futuro tá onde
Deus quiser
Natureza, natureza
Brilho da vida, nossa riqueza
Dar as mãos é energia
Deus, salve, salve nossa alegria
Trago a vida, trago a sorte
Sou filho da natureza
Sou amigo dessa terra
Deus é luz,
Deus é riqueza
Trago a vida, trago a sorte
Sou filho da natureza
Sou amigo dessa terra
Deus é luz, Deus é riqueza
Sou filho de índio e caboclo
Cigano de reza e de fé
Minha tenda tá onde o sol nasce
Meu futuro tá onde
Deus quiser

Sou filho de índio e caboclo
Cigano de reza e de fé
Minha tenda tá onde o sol nasce
Meu futuro tá onde
Deus quiser
Um amigo é um irmão
Reza forte é salvação
Dar as mãos é energia
Deus, salve, salve nossa alegria
Trago a vida, trago a sorte
Sou filho da natureza
Sou amigo dessa terra
Deus é luz,
Deus é riqueza
Trago a vida, trago a sorte
Sou filho da natureza
Sou amigo dessa terra
Deus é luz,
Deus é riqueza
Sou filho de índio e caboclo
Cigano de reza e de fé
Minha tenda tá onde o sol nasce
Meu futuro tá onde
Deus quiser
Sou filho de índio e caboclo
Cigano de reza e de fé
Minha tenda tá onde o sol nasce
Meu futuro tá onde
Deus quiser...
  • Música de Benito de Paula
    Tela de Drika Oliveira

05/10/2009

Cigana Nazira

Suas roupas são coloridas, mas o amarelo-ouro tem que predominar. Em suas magias ela usa o quartzo de citrino, seu cristal preferido. Suas rosas e fitas são sempre amarelas, nunca vermelhas, porque esta cigana não usa a cor vermelha. Na cabeça, ela leva uma tiara de flores amarela.
Nazira não usa baralho comum nem baralho cigano em seus jogos; suas cartas têm símbolos próprios.

Suas oferendas são colocadas em campo verdejante. Nazira não aceita oferendas na praia, porque a água salgada corta suas energias. Ela diz que a água salgada é sagrada para todos, mas o mar é pra descarregar.

Quem tem essa cigana na aura joga cartas e manuseia cristais para a cura.

Oferendas para a cigana Nazira devem ser colocadas até as 10 horas da manhã, porque este é o período em que o dia está na força da Lua; mas nunca devem ser feitas em Lua Minguante.


Do livro: Como descobrir e cuidar dos ciganos dos seus caminhos - De Ana da Cigana Natasha

03/10/2009

Casal Cigano

Não são muitas as pinturas de Casais Ciganos, na verdade, deixa a desejar quando comparadas com as retratações de mulheres ciganas, e, quando existem, quase sempre remetem à sedução e à sensualidade. Encontrei esta antiga tela de Jose Agustin Arrieta (1803-1874) e achei magnífica pela sua simplicidade e veracidade. Para mim, soa com um belo convite a fazer uso das reais circunstâncias que o cotidiano oferece; nem sempre imbuídas de trejeitos ardentes, de riqueza e de glamour, mas deliciosamente perfeitas para quem bem sabe apreciá-la..

  • Valéria Fernandes

01/10/2009

A história da Cigana Florisbela

No dia 22 de julho de 1887 os ciganos Nicolas e Sulamita se uniram em matrimônio. Dez meses após o casamento nasceu a primeira filha do casal que recebeu o nome de Dandara. Nicolas que já era pai da Florisbela - fruto de seu primeiro casamento - desejava muito uma criança do sexo masculino para coroar seus laços com Sulamita, não demorou muito nasceu Diogo, formando uma nova família que Nicolas tanto sonhara.

Com o passar dos anos, a Cigana Florisbela sentiu-se preterida pelo pai e por toda sua nova família; morava com mãe em um outro clã, e Nicolas sequer lhe fazia uma visita. A ciganinha teve uma infância triste, se negando a interagir com as outras crianças dos lugares por onde passava. Uma das poucas coisas que lhe dava alegria era sentar-se à beira de rios e de cachoeiras para admirar as cartas de um velho baralho que sua avó materna lhe dera. Durante muito tempo à jovenzinha se negou a seguir os costumes de seus ancestrais, e nem mesmo a vaidade comum de seu povo fazia com que esta pequena cigana florescesse para uma vida mais feliz. Quando Florisbela completou 13 anos, Florinda, sua zelosa mãe, percebendo que a filha tinha o dom da vidência e se recusava a desenvolvê-lo, decidiu então dar a ela uma bola de cristal; fato que na época mudou a vida da jovem cigana.

Movida pela curiosidade de saber sobre seu pai, a Cigana Florisbela dedicou seus dias a tentar bisbilhotar Nicolas por meio de seu sagrado instrumento de predição, no entanto, nada conseguiu. Certa noite, quando já tinha 16 anos, sentiu um vento forte invadir a sua tenda e foi sacudida por um calafrio que percorrera todo o seu corpo; imediatamente pegou a bola de cristal e sem demora, a visão que tanto almeja lhe pregou uma peça; era seu pai, porém pálido e abatido, deitado sobre almofadas coloridas. Florisbela caiu em prantos e ali mesmo presenciou a morte física de seu genitor. Florinda ao ver a agonia da filha, a socorreu de imediato acalentado o triste coração de sua menina.

Passado o impacto da “viagem” de Nicolas, a Cigana Florisbela prometeu a mãe que a partir daquela data não fugiria mais das tradições, que dirá do seu bem traçado destino. Aos poucos, a bela cigana foi fazendo fama pelas redondezas e se tornou uma das melhores cartomantes e clarividentes de seu clã, assistida pelo iluminado espírito de seu pai.

  • Valéria Fernandes

27/09/2009

Essa Cigana...
Ah!... Essa cigana festeira e alegre
Que caminha pelas ruas buscando
Em cada rosto um irmão, um amigo...
Mora comigo,
Faz do meu pranto comédia
E sorri da minha dor Dança, canta, esquecida do amanhã,
Porque sabe que o hoje é vida,
E todas as misérias da vida, precisam ser esquecidas...
Irreverente e dócil...
Ama e se entrega enfurecida ao amor!
Um que de místico mora em seus olhos,
Um que de sombrio acompanha seus passos...
Tantas vezes morreu e tantas voltou...
Insiste em ser feliz, viver!
Traz um cigano sonhado no peito
Louco... fanático de amor...
A noite percorre todos os recantos dos sonhos,
Traz uma fogueira acesa, enormes labaredas
De fogo em todo seu ser...


Quem entende essa mulher, que vive
Lembrando sua infância, sendo na alma
Uma criança?...
Trazendo na retina uma
Lágrima brilhante de quem vai chorar ...
E de um salto se põe a dançar
Feliz como uma mariposa
Na luz da fogueira... rosto incandescente, apaixonado,
Louca de amor por tudo que a cerca,
Triste e alegre, mistura tudo velozmente!
Quero entendê-la, não encontro respostas...
Acho que nunca alguém a entendeu...
Ela mora em minha alma...
Essa cigana sou eu!

Poema de Marilena Trujillo
Gravura de Sérgio Matos

24/09/2009

Cigana Lemiza
Pelo que pude observar, existem controvérsias sobre os gostos e as preferências da Cigana Lemiza durante sua passagem terrena. Entretanto, fica clara a sua predileção por anéis, brincos, colorares pulseiras e braceletes dourados; todos com pedrarias em cores diversas, exceto preta. Até em suas roupas o reluzir das pedras era bem-vindo. Além de ler as mãos de quem a procuravam, foi uma exímia cartomante, e para onde fosse, carregava seu baralho em um saquinho preso à saia.
Muito respeitada em seu clã, fazia magias para o amor por meio de um pó desenvolvido por ela, o qual usava em seus rituais que geralmente eram feitos em pleno bailado, ao redor de uma fogueira. Também dominava perfeitamente os encantamentos feitos em mares e cachoeiras para abrir os caminhos na prosperidade material e limpar as energias negativas de seus protegidos.
A Cigana Lemiza tinha pela clara, cabelos castanhos ondulados e olhos azuis. E por ter sido uma mulher bastante vaidosa, gosta de ser agradada pelas pessoas que hoje pedem sua ajuda com pó de arroz, batom, perfume de jasmim, lenços, xales e flores do campo. Não foi feliz em sua vida amorosa devido ter ficado viúva muito cedo, carregando consigo tristes traços de amargura, mas sem deixar de ser complacente com aquelas que buscam viver um grande amor. Envia recados diretos sobre os homens, sem rodeio algum; por este motivo, quem a solicitar, deve estar preparada para ouvir verdades, mesmo que estas possam doer.
  • Valéria Fernandes

16/09/2009

Cigana Maria Dolores – Novidades

No dia 23 de maio deste ano postei parte de uma canalização sobre a Cigana Maria Dolores. Como é comum, sempre recebo e-mails de pessoas que se identificam com muitas das ciganas (os) que aqui publico, mas na maioria dos casos solicitam outras informações, e dificilmente me enviam algo adicional. Desta vez tive uma grata surpresa ao ser contactada por uma médium que trabalha como esta cigana.

Para que todos possam entender os acontecimentos que me trouxeram a esta postagem, eis o primeiro e-mail que recebi de Rossilene Nascimento:

“Olá Valéria, fiquei muito feliz e ao mesmo tempo assustada ao ver relatado alguma coisa sobre a cigana Maria Dolores. Trabalho com essa cigana há uns três anos e nunca havia ouvido falar sobre ela. Sempre tive dúvidas sobre a manifestação da cigana, mas depois que li o seu relato não as tenho mais. Tenho a maior curiosidade de saber mais sobre a vida e passagem desta cigana, mas ao mesmo tempo tenho receio de sofrer influências sobre seu modo peculiar de ser. A história sobre o anel me impressionou, pois ela realmente tem um anel de pedra e me faz usar diariamente, e nunca me perguntei sobre o motivo até mesmo porque ela não diz. Ela fala com sotaque espanhol e sinto que é muito bonita, porém, não tão jovem. Tem uma elegância peculiar, adora estar entre as pessoas e ouvir principalmente o que os homens têm a falar sobre nós mulheres. Se tiver mais algum comentário sobre esta cigana, por favor me envie, pois essa mensagem veio até mim em um momento em que estava sentindo-a muito e questionando sobre suas vibrações, então me veio à resposta por meio deste blog. Que o povo cigano te abençoe e que Dolores te proteja e te dê a intuição necessária para prosseguir na evolução espiritual.”



A partir de então, me interessei em trazer aos leitores do Vida Cigana informações novas e complementares sobre Maria Dolores, e de imediato Rossilene gentilmente se prontificou a passar suas experiências mediúnicas para nosso aprazível deleite e busca por conhecimentos; mesmo sem nunca ter visto Dolores em sonho ou mesmo em vulto; somente sentindo-a via incorporação.


Cigana Maria Dolores por Rossilene Nascimento



- Aceita ser chamada de Maria Dolores somente por pessoa hierarquicamente superior a ela; sua preferência é que a chamem de Dolores.
- Adora a cor amarela. Usa xale com franjas e um punhal.
- Sua bebida preferida é champanhe rosada. Usa uma taça grande no qual corta frutas vermelhas em pedaços e despeja a bebida por cima.
- Gosta de dançar, de requinte e de almofadas.
-Trabalha muito com frutas, fitas, moedas e na maioria das vezes com união de casais, e também com problemas relacionados à crianças.
- Não suporta quando alguém pede algo relacionado ao aborto.


- Pela vibração, percebe que a entidade tenha desencarnado em torno de seus trinta e poucos anos.
- Pela vibração e comentários de pessoas que dizem vê-la, trata-se de uma mulher que não seja morena e que nem possui os cabelos totalmente negros.
- É devota de Santa Sara Kali, fala muito em Deus e no povo cigano.
- Não se comporta como uma Pomba-Gira, e sim como uma verdadeira cigana.
- Tem certo prazer ao ver um homem sofrendo pelo amor de uma mulher, mas o ajuda quando percebe que há compatibilidade para isso.
- Quanto ao anel, continua o mistério. Uma senhora deu de presente à Dolores enquanto Rossilene estava incorporada. Colocou em sua mão esquerda e enviou um recado à médium que não saísse de casa sem ele. Ela continua a usar o anel, que é dourado com pedra vermelha.



Rossilene Nascimento é de Vitória - Espírito Santo. Atua nas linhas do Candomblé e da Umbanda; se diz espírita não pertencente a um grupo fechado. Auxilia um babalorixá e uma proprietária de um Centro de Umbanda. Seu contato: cigana_6@hotmail.com

É muito difícil captar na integridade a essência de um espírito cigano, em razão do universo invisível não nos fornecer o que desejamos de palpável. Por este motivo todos que trabalham por intermédio da mediunidade sempre buscam validar seu desempenho através de terceiros. A Rossilene não é a primeira e certamente que não será a última a receber tais confirmações no tempo oportuno. Também acontece comigo!
A síntese dos relatos da médium foi feita por mim com intuito de evitar que os nossos diálogos interviessem na explanação.


Valéria Fernandes

Pintura de Maria do Carmo da Hora 

03/09/2009

Baralhos usados pelos ciganos

Os ciganos não têm um baralho próprio ou desenvolvido por eles como tornou-se crença popular; ao contrario do que se pensa, não existem registros históricos que confirmem tal domínio de criação. Ao longo dos tempos o povo cigano, principalmente as mulheres ciganas, desenvolvem seus dons na cartomancia usando o “Baralho Comum” de 52 cartas e o Tarô que dispõe de 78 arcanos por um largo período. Os múltiplos oráculos com denominação de Cartas Ciganas, Tarô Cigano ou simplesmente Baralho Cigano (que a maioria forma seu conjunto com 36 cartas), surgiram como derivação da iniciativa de uma famosa e culta cartomante francesa não-cigana conhecida como Madame Lenormand. A mesma publicou no ano de 1828 seu primeiro baralho com 52 lâminas e algumas décadas mais tarde o reduziu para 36, ficando conhecido mundialmente por Petit Lenormand, devido principalmente à sua abreviação de 16 cartas.

A exemplo do que é disponível no mercado brasileiro hoje, além dos citados com diferentes assinaturas, tem-se o Baralho da Vovó Cigana que contém 48 cartas, cuja autora tem origem cigana, bem como o Lilá Romai - Cartas Ciganas, que possui 37 peças idealizadas pela cigana Mirian Stanescon; variantes que confirmam a diversidade de criações conforme a vontade de seus autores e independente de suas etnias.

Com as suas naturais habilidades e o magnífico aprendizado desta arte oracular passada de geração em geração, creio os ciganos pouco estão interessados em tomar para si a procedência de qualquer baralho, pois a própria vida nômade não requer certos alimentos para o ego como é comum para os não-ciganos.
  • Valéria Fernandes
Pintura Cigana de Robert P. Kilbert

31/08/2009

Interpretando as Cartas Ciganas

Para interpretar as Cartas Ciganas é natural o principiante recorrer a livros e páginas da internet com intuito de saber mais rapidamente sobre os significados de cada lâmina. Muito embora este caminho seja necessário para compreensão da complexidade deste instrumento de predição e de autoconhecimento, há outras vias que são nitidamente significativas e que podem auxiliar a construir uma boa interpretação.
Para começar, é essencial que se escolha um baralho cujas imagens sejam agradáveis aos olhos, pois ele será o interlocutor de quem o manuseia. Não se deve comprar o mais vendável ou o mais conhecido, e sim aquele que fala diretamente aos sentidos de quem pretende interpretá-lo. Feito isso, o convívio diário é de grande ajuda, como, por exemplo, tirar uma carta por dia e prestar atenção em sua mensagem; sem ansiedade e sem julgar previamente a carta como sendo boa ou má. Com o tempo, a tiragem de 3 cartas dará uma orientação mais rica, e assim as diferentes técnicas vão ajudando no aprimoramento do aprendizado. Outra excelente via de percepção, talvez uma das mais eficazes, se dá através do uso da sensibilidade; pela qual se pode distinguir as mensagens positivas, neutras ou negativas por meio das cores, do clima de cada ambiente, da postura das figuras e dos objetos contidos nas gravuras no ato da contemplação. Um recurso bastante produtivo é se colocar no lugar do personagem da carta (mesmo quando é um animal), e imaginar que atitudes ele está apto a tomar; e ainda pensar como este personagem se sente, se posiciona ou age. É comum encontramos nas Cartas Ciganas flores, árvores, rios, nuvens e variadas demonstrações da natureza, que são excelentes comparativos com nosso universo interior quando devidamente explorados para o acréscimo pessoal.

No mais, é preciso realmente gostar das Cartas Ciganas, ter dedicação e enxergar além do óbvio; visto a sensibilidade ser um fator de natureza inseparável do ser humano para ajudar nestes exercícios de memória emocional.
  • Valéria Fernandes
Pintura Cigana de Maria do Carmo da Hora

22/08/2009

Pintura Cigana Humanizada

Nos últimos tempos tenho me sentido regozijada pela diversificação de Pinturas Ciganas encontradas na internet, possibilitando assim aos apreciadores da arte uma releitura das imagens; e por serem muitas, decidi apresentar uma das que mais mexeu com minha sensibilidade.
Quem admira o Universo Cigano e costuma pesquisar sobre o tema, com certeza já se deparou com a montagem dessa jovem que tem o cotovelo direito apoiado em uma mesa que não é a que vemos, estando com a mão esquerda entreaberta, o que facilitou colocar-lhe uma carta em sua mão. É notório o bom aproveitamento de sua postura e semblante para encher seu ambiente de apetrechos ditos ciganos, tais como lenço na cabeça, correntinha na testa, cartas de Tarô e Bola de Cristal. Há outras versões estilizadas da mesma foto-montagem, mas fica claro para olhares atentos não se tratar de uma cigana, e sim de uma bela mulher inserida em um cenário que não convence.
Para minha alegria, dia desses encontrei a “suposta cigana” humanizada pelas belas pinceladas de Leila Ullmann. O leitor poderia indagar: como pode uma mulher não representar a alma humana e uma pintura ter tal capacidade? Torna-se fácil fazer essa distinção quando consigo sentir verdades, ou seja, quando o íntimo da artista se manifesta e envia a mensagem diretamente ao meu espírito.

Leila, mesmo mantendo traços fidedignos à fotografia, deu vida por meio de suas singulares capacidades de percepção ao usar as cores de forma impactante, ao definir os adornos velados por tons neutros e ao acrescentar adereços para enriquecer sua criação. Chamou minha atenção o lenço vermelho em contrate com figurino e pingentes azuis; no mínimo prendem a atenção de qualquer pessoa apta a sentir o coração concentrado de uma cigana em pleno exercício de seu inerente dom de interpretar as cartas. E como não poderia faltar, a artista deu um toque especial com as pulseiras e braceletes dourados com detalhes em moedas, bem ao gosto cigano.

Nesse caso, aos meus olhos, pouco importa os pormenores técnicos, a exemplo da perspectiva, em razão de ser prazeroso demais me deparar com imagens que jamais poderão ser confundidas com plágio ou apontadas como sendo sem vida.


  • Valéria Fernandes