Ciganos do Dia
Sinto o desapontamento da cigana pela ausência dos adornos de que ela gosta e já vou providenciar uma oferenda de 12 fitas coloridas. Enquanto ela me faz escrever, estou chamando-a de Cigana Faceira. Diz adorar jardins e lugares arborizados, pois não é do tipo de entidade que trabalha muito tempo dentro de casa. Não aportará em minha tenda, está de passagem para deixar bênçãos de luz para mim e para o blog Vida Cigana. Também está fazendo uma limpeza em minha tsara, desejando que eu partilhe como os leitores o procedimento que ela bendiz.Pintura Cigana de Ermê

Certamente que, quem consegue perceber a essência mágica exalada pelas flores da Cigana, ainda que ela pareça ser apenas uma pintura, conseguirá acalentar o espírito com seu bálsamo sagrado. Os aromas florais quando bem canalizados têm a capacidade de acalmar, restaurar e promover excelentes transmutações.
Um dia perfumado a todos!
O texto é da Equipe de Redação do Momento Espírita
Referente ao temor de Lidiane e de muitas outras pessoas menos atentas ou em menor grau questionadoras, acredito que fica por conta da tradição propagada e respeitada de que o povo cigano gosta e faz uso de roupas coloridas; traços gerais dos costumes étnicos ciganos - longe de ser regra que deva ser aplicada individualmente. Afinal, um povo andarilho carrega pedaços, retalhos de cada lugar por onde passou, como não ficar colorido? Que motivos este mesmo povo teria para se abster de uma determinada cor?
Atentamente observo aqueles que cultuam Espíritos Ciganos, estes sim, como também me proponho, tentam preservar ao máximo as tradições ciganas em forma de legado, por isto defendem o brilho e o colorido com fervor, como se fosse a própria materialização da alegria desta gente.

Vaidosa, Sofia disse gostar de cores fortes, de usar vários colares, assim como muitas pulseiras e variados anéis simultaneamente, brincos grandes e tornozeleira também são de seu agrado. Demonstrou preferência por saias com babados e blusas que a deixem com os ombros à mostra; não gosta de vestidos e nem de tiaras. Costuma enfeitar os cabelos com penete, mas quando estão soltos prefere colocar uma rosa. Adora xales com estampas grandes e franjas longas, uma vez que faz charme colocando-os em alguns momentos sobre os ombros e em outros na cintura. Sua peculiaridade é o apreço que sente por ambientes coloridos, repletos de tapetes, almofadas e pandeiros, lembrando o interior de uma tenda - local de sua moradia em passagem neste plano. Uma quartinha com água fresca, um copo de alumínio e uma lamparina não podem faltar na casa do médium que trabalha com esta Cigana.
A Cigana Rosa do Oriente disse ter vindo me visitar por dois motivos: primeiro para alegrar meu coração por conta de problemas de saúde com um ente querido meu que tem me deixado sobrecarregada, e segundo para dar um recado para uma leitora do Vida Cigana entre centenas que nos visitam todos os dias. Fiquei feliz por um lado devido ter recebido de imediato vibrações fortes de ânimo e coragem, e preocupada de como encontrar essa leitora do blog. Sem muita cerimônia ela disse que esta pessoa iria sentir que era pra ela ao ler o recado, portanto, que eu não me preocupasse. Foi quase impossível não me preocupar, mas recebi de bom grado a mensagem, só não sei ao certo se consegui transcrevê-la na íntegra, posto ter usado termos meus no momento de redigir a comunicação que não ocorreu por via oral. Eis aí o que captei:

A frase é de Raymond Buckland, enviada pela amiga Sol. A gravura ressalta uma cigana exercendo a quiromancia em pleno Halloween. Provavelmente, pelo estilo melindrosa das vestimentas de ambas mulheres, o ambiente foi retratado para salientar a década de 20. Um charme de cigana e uma atmosfera de Bruxinhas no ar!
A pintura cigana de estreia é uma obra de Dario.
As duas telas em exibição hoje têm a assinatura de Leon Francois Comerre, ambas evidenciam soltura, satisfação, ócio e sossego, distanciando-as do arquétipo previsível na atualidade no qual as gitanas jamais descansam e estão sempre aptas a dançar, jogar cartas, ler as mãos entre outros desafios. De forma alguma desmereço as ciganas de postura ereta, cabelos bem alinhados, adornos quase imaculados, apenas me dou o direito de fugir de um modelo perfeitinho que nem sempre condiz com a realidade. Embora o luxo ambiental das pinturas de Comerre possa parecer um contra-senso ao que me refiro, é válido refletir sobre naturalidade, atitude, vestimenta e adereços das ciganas, bem como as cores usadas nos trabalhos artísticos que dão tons de realidade.
A ambientação é em Istambul (a antiga Constantinopla), local cuja cultura exige que as mulheres vistam-se com recato exarcebado e cubram o rosto com véus, mas o que se vê ao tratar de uma mulher cigana é a quebra de mais um paradigma. A gitana traja-se de acordo com seus costumes, mostrando liberdade perante o cigano que a acompanha e também aos demais que assistem admirados sua apresentação.
Muito se fala em Liberdade Cigana, eis que a pintura exemplifica bem este tipo de atitude que evidencia quem não perde sua essência ou se deixa intimidar com padrões pré-construídos.
Opchá!


Sejamos mais tolerantes com quem e com o quê nos cerca, pois desta forma seremos co-autores de dias contagiantes e coloridos, sem ferir nosso espírito com as manchas nebulosas da escassez de sentimentos que em nada contribuem para a melhoria dos que estão em volta.ciganos
Na quarta-feira passada, 6 de outubro, de súbito incorporei uma menininha que me encantou. Meiga, e com alegria contagiante, deixou meu coração com suavidade sem igual. Acredito que surgiu para adoçar ainda mais a minha vida e daqueles que se beneficiam do meu trabalho espiritual. A Ciganinha é sapeca, cheia de vigor, porém educada e serena. Demonstrou gostar bastante das minhas vestimentas ciganas de adulta, sem perder sua essência infantil. Foi mágico ter sido conduzida pela leveza desta menina que distribuiu sorrisos e também os doces que ganhou.
Em meu altar é constante a presença de velas, jamais o deixo sem iluminação que seja do agrado de meus guias, e, em uma determinada noite (cinco dias atrás), havia uma vela de sete dias com as sete cores do arco-íris consumindo normalmente, tanto que, antes de dormir fui ao meu sagrado cantinho, fiz minhas orações e nada notei de errado, mas quando acordei a vela estava apagada. Achei estranho, troquei a vela que estava pela metade e prossegui meu dia de trabalho. Por volta das 17:00h uma amiga que também é médium me telefonou e contou que “sua cigana” havia passado aqui na noite anterior para me livrar de uma situação perigosa. Fiquei perplexa e contei para minha amiga sobre o acontecido, e juntas, constatamos que fui agraciada com a intervenção da Cigana Samara. Opchá Cigana Samara e sua protegida!!!
As estradas da vida são árduas, repletas de caminhos nebulosos, mas cada um de nós tem uma Estrela Guia que resplandece nos recônditos de nossas almas, não permitindo que nos percamos em meio à trajetória traçada. Quando a Estrela parecer não cintilar, saibamos fazê-la reacender, nutrindo bons pensamentos e conduta positiva, pois não lugar que não possa ser alcançado quando a luz interior flameja prioritariamente.