Comunicação
com Espíritos Ciganos
Certa vez o grande médium
Chico Xavier disse em relação aos espíritos desencarnados algo assim: “O telefone
só toca de lá pra cá”, referindo-se que na doutrina espírita não tem como
definir quem irá se comunicar em uma reunião mediúnica ou em uma psicografia. E
na comunicação com as Entidades Ciganas, como acontece esse processo? Diferente,
mas com um ponto em comum!
Primeiro há que se entender
que os Espíritos Ciganos são cultuados por quem neles acreditam ou têm uma
missão com os mesmos, diferente do Kardecismo que não há culto aos desencarnados,
ou seja, não há rituais e nem invocações para que a uma Entidade específica
incorpore o médium, quando vem para um “recado” então que se apresenta.
Já os Ciganos de Luz
trabalham na maioria das vezes por meio do chamado direto ou quando é criado um
clima propício para que atuem. São na verdade como anjos guardiões que, de
alguma forma, estão conectados ao médium para prestar auxílio de prontidão. No
entanto, estes Espíritos não estão à disposição dos encarnados a seu bel
prazer, fazem com seriedade seus papeis quando acham essencial, quando a causa
é justa, quando têm permissão superior para agirem sem preencher o ego vaidoso do
médium. Como se vê, em função do
contexto o telefone também ‘só toca de lá pra cá’.
É importante salientar que
quando um médium invoca a todo momento um Espírito para fins egoístas,
materialistas ou maldosos, e se acontecer a incorporação contínua sem que o próprio
médium seja corrigido, é motivo de desconfiança, algo está errado. Certamente o
médium em questão já não recebe mais Espíritos Iluminados, e sim aqueles zombeteiros,
trevosos e sem nenhum escrúpulo que se faz passar por Entidades sérias.
Valéria Fernandes
Pintura
de Morgana Farah
