09/09/2010

Espiritualidade Cigana

Dia desses, ao ler uma canalização feita por mim aqui no blog e depois toda a justificativa que dei sobre a mesma, uma grande amiga que já conhece meu modo de lidar com a espiritualidade cigana, fez-me uma pergunta bastante oportuna, pelos menos ao coração. Indagou sobre os meus sentimentos, ou seja, ela queria saber que sensações tenho ao canalizar a energia de um cigano (a) do mundo espiritual.

Em primeiro momento pensei que o tema não despertasse interesse aos demais, até ser questionada novamente dias depois por uma leitora do Vida Cigana a qual se fez conhecer via e-mail. Então decidi me expressar aqui sobre o assunto, atenta a esclarecer detalhes não ditos a ambas por falta de oportunidade quando me abordaram.

Sinto uma profunda alegria quando estou em contato com um espírito cigano e uma redoma de energia é formada ao meu redor, protegendo-me do que está em volta. Meus sentidos se ocupam somente por irradiações que me deixam em êxtase; é pura adrenalina de início, depois tudo se acalma e uma onda de tranquilidade e paz invadem o meu ser. Porém, de súbito sou levada a fazer pequenos rituais como acender velas, incensos, borrifar perfume no ambiente, tocar em lenços, tiaras, cartas ou até mesmo nos dados de “Meu Cigano” ou em um de seus muitos anéis. Passado este momento, me digno apenas a receber a mensagem sem lembrar que existe outro tipo de vida senão à cigana; dou atenção àquela vida espiritual que está ao meu lado. Experimento sensações diferentes: ânimo, contentamento, encanto, frio, calor, arrepios, secura na boca, leves tonturas, falta de norte e outras bem particulares, de acordo com a entidade ao meu lado. Entretanto, o que sinto de mais forte é gratidão. Tenho vontade de agradecer muito a todos os Ciganos de Luz e o faço muitas e muitas vezes em pouco espaço de tempo. É uma gratidão tão imensa que não há como mensurar com palavras ou falas. Agradeço o carinho e cuidados de cada um, citando primeiramente os guardiões da minha tenda, o Cigano Ramirez e a Cigana Esmeralda, após rogo a Deus e a Santa Sara Kali pela evolução deles e dos outros ciganos que em minha tsara aportam. Também sinto a necessidade de agradecer de forma intensa em particular “o visitante” por confiar a mim e aos meus guias sua história.

A energia pela qual sou envolvida no começo da canalização é muito forte nas primeiras duas horas, depois, aos poucos, vai se dissipando, mas só deixa de existir após eu terminar de redigir “o texto” e entregar verbalmente em meu altar mais uma missão cumprida. Em uma frase diria que “sinto-me grata e honrada por ser reflexo de luz da Espiritualidade Cigana”.

  • Valéria Fernandes
Desconheço autoria da pintura