13/09/2008

Enigma

Querem saber como vivo? ... lhes direi...
Vivo do vento que me mantém lúcida e acordada para que eu não adormeça na caminhada.
Vivo do mar que me limpa do cansaço da luta e me recompõe para que eu continue.
Vivo das cores que me ensinam os remédios e os alimentos para que eu sobreviva forte para trabalhar.
Vivo da riqueza do meu melhor esforço...
Meu amor. Planto-o por onde passo!
Não perco nem mesmo a terra de um vaso quebrado pois ali a semente germina.


E sou feliz assim!
Sou simples pois preciso de pouco!
Sou calma pois aprendi a esperar!
Tudo vem!
E o campo arado e adubado produz coisas melhores que valem a pena ser preservadas!
Falo pouco pois optei por grandes ocupações como um trabalho escolhido de ouvir e por isso não me sobra tempo para as palavras!
Penso muito... mas corretamente!
Desejo só o necessário!
Ocupo pouco espaço!
E por isso não sofro por possuir!
Sou feliz!
Sou abençoada!
Sou reconfortada!
Sou apreciada!
Sou aquilo que todos lutam para obter!
Querem saber quem sou eu?
Já que sabem como vivo?
Sou A Paz!

  • Tela de Rita Andrade

04/09/2008

Você Veio Da Sua Exuberância. Você não veio para este tempo/espaço físico para
provar nada a ninguém, nem provar seu valor ou deixar sua marca. Você veio por
causa da absoluta exuberância pela vida. Você disse: "Vou para a experiência
física coletar dados do meu tempo e espaço. Então vou me permitir ser orientado
desde o meu interior. Vou procurar por coisas para apreciar que me façam vibrar
em harmonia com minha perspectiva maior. E ao atingir esta iluminação, ou visão
clara, serei um funil que permite vir, para este tempo/espaço, a pura e positiva
Energia ... "
Desconheço autoria

31/08/2008

  • Rosa dos Ventos
Não foi por acaso que o meu sangue que veio do Sul
se cruzou com o meu sangue que veio do Norte.
Não foi por acaso que o meu sangue que veio do Oriente
se cruzou com o meu sangue que veio do Ocidente.
Não foi por acaso nada de quem sou agora.
Em mim se cruzaram finalmente todos os lados da terra.
A Natureza e o Tempo me valeram:
séculos e séculos ansiosos por este resultado
um dia e até hoje fui sempre futuro.


Faço hoje a cidade do Antigo
e agora nasço novo como ao Princípio:
foi a Natureza que me guardou
a semente apesar das épocas e gerações.
Cheguei ao fim do fio da continuidade
e agora sou o que até ao fim fui desejo:
o Centro do Mundo já não é o meio da terra
vai por onde anda a Rosa dos Ventos
vai por onde ela vai anda por onde ela anda.
Agora chego a cada instante pela primeira vez
à vida já não sou um caso pessoal
mas sim a própria pessoa.




Texto de José de Almada Negreiros
  • Tela de Maria do Carmo da Hora

28/08/2008

Violinos




Finos acordes preenchem a solidão
a sombra dos tempos felizes
apareceu num pedaço da minha alma confinado,
inerte, sem cor, ao sabor da canção.
Violinos tocam o ar delicados pranteio,
a dor dilacera meus vãos que sofrem
e desmancham-se em saudades
sons estremecem o peito apertado.
Estendido em cada fibra do meu eué o fim,
o nada, que está gravadoentristeço,
há cheiro de morte nas mãos.
Fugaz, inútil,
eram delírios vagos revividos na dança da verdade
a música parou, despertei no chão.

  • Soninha Porto
Tela de Rita Andrade

20/08/2008

Sou Cigano



Sou feito do amor, do carinho, da ternura e do fogo ardente da paixão consumida de feitiços gitano no coração, canto e me encanto com a lua faço oração às estrelas em romani misturando os dialetos com uma magia capaz de despertar em teu ser uma louca paixão, tenho em mim o brilho das cores do mar trago nos olhos a visão verdadeira das candeias do amor que estas descrito na palma de minha mão, ando com o cabelo solto ao vento montado em meu alazão, tenho nas veias o sangue derramado de meu povo injustiçado e perseguido um eterno errante com orgulho ferido,f alo do presente desvendo teu futuro e se quiser revelo teu passado o mundo e meu quintal nada me atinge ou faz mal, pois na minha cintura trago o meu punhal, gosto da mais nobre seda com muito brilho e cor, uso anéis, colares e brincos do mais puro ouro, sou dono de uma fé inabalável fiel aos meus princípios e um amante voraz que nunca te deixara em paz...

Texto de Miguel A M Côrrea

  • Tela de Maria do Carmo da Hora

18/08/2008

Cigana Damira

Conta a tradição que, certa vez, uma cigana sentada em uma grande almofada colorida, no interior de sua tenda, quando em sua frente formou-se um clarão azul-celeste. Deste clarão, surgiu a imagem de uma linda mulher, sem características de cigana, mas parecendo uma daquelas deusas da mitologia grega.

A mulher usava uma longa túnica e um véu que cobria seu nariz e sua boca, deixando descoberto somente seus grandes olhos negros.

A linda mulher começou a falar com a cigana, usando um dialeto que ela desconhecia, mas que sua mente captava e transformava em uma mensagem:

“A partir de agora, cigana, você usará pedras em suas magias. Bem perto daqui, existe uma gruta repleta de pedras. Vá até lá e apanhe muitas pedras coloridas”.

Em seguida, o clarão se desfez, levando consigo a imagem da mulher.

A cigana ficou muito assustada com tudo que acontecera, principalmente porque pedras não faziam parte dos rituais de seu povo. Levantou-se e foi caminhar pelos montes, onde existia uma cachoeira. De repente, observou que havia uma grande abertura nas rochas da cachoeira, e lembrou da mensagem que ouvira. Caminhou até a rocha, passou pela grande abertura e avistou uma gruta com muitas pedras, todas cheias de pontas e das mais variadas cores. Até parecia que um arco-íris estava ali, dentro da gruta.

A cigana voltou ao acampamento, apanhou uma candeia para clarear a gruta, que era um pouco escura, e uma ferramenta com que pudesse bater nas pedras e quebrá-las em pequenos pedaços; e foi para a gruta na cachoeira.

Algum tempo mais tarde, saiu da gruta e voltou para o acampamento levando muitas pedras pontiagudas de várias cores; espalho-as no tapete de sua tenda e começou a admirá-las. As pedras transmitiam uma luz e uma força que a cigana desconhecia. Nesse momento, apareceu o mesmo clarão com a imagem da linda mulher, e a mente da cigana captou uma nova mensagem:

“Essa será sua nova magia. A magia das pedras e dos cristais. Eu lhe darei a força da Atlântida e você será a primeira mensageira dos cristais do planeta Terra. Com os cristais, você e seu povo farão mentalizações para todas finalidades: curar doenças, atrair sorte e prosperidade no amor e nos negócios, afastar negatividade e muito mais.”


Em seguida o clarão azul e a linda mulher desapareceram.


Texto de A na da Cigana Natasha
  • Tela de Maria do Carmo da Hora

19/06/2008

Meu Amor Cigano

Danças ao redor do fogo,meu adorado Cigano.
Teu corpo suado, teu olharque penetra minh'alma,
tal qual um punhal de prata,
tocando meu coração,
me instiga a seguí-lo nesta dança Cigana.

Entrego-me em teus braçosmeu adorado Cigano,
me apertas contra
teu peito,
fazendo-me flutuar nos passos desta dança,
ao som de violinos que nos excita,
e nos envolve em fortes desejos.

Teu olhar, tuas mãos
quentes,teus passos firmes e bem cadenciados
nos levam a bailar ao redor do
fogoque brilha intensamente
fazendo-se arder em nossos corpos o calordo desejo,
da entrega, neste Amor Cigano!
  • Autoria: Thais S Francisco

10/06/2008

Cigana Sete Saias




Esta é uma das entidades mais conhecidas e queridas dentro da Umbanda e Povo do Oriente, é a Cigana Sete Saias.
Muitos médiuns e chefes de terreiros por falta de informação não costumam apresentar esta maravilhosa entidade com a sua verdadeira origem cigana, fazendo desta linda gira uma pomba-gira de encruzilhada. A Pomba-Gira Cigana Sete Saias é considerada a Deusa do Amor pelo povo do oriente, e a ela que as moças recorrem quando "desesperadas por falta de amor. "

A lenda conta que a Cigana Sete Saias foi apaixonada por um moço “não cigano” o que seus pais não aceitavam… e proibida de viver este amor parou de comer até vir a falecer. Quando seu corpo estava sendo preparado para velar, sua mãe trouxe suas sete saias favoritas e colocou a seus pés para poder rodar e jogar cartas nos caminhos do astral superior.

A moça chegando as astral, foi recebida por Santa Sara a qual a designou a proteger e ajudar todas as moças que choravam por seus amores proibidos e impossíveis…

É a esta entidade poderosa que as mais serias mandingas de amor são realizadas… e há quem diga que o que a Cigana Sete Saias Une… Ninguém separa!

Esta pomba-gira gosta de receber suas oferendas e presentes nas encruzilhadas de campo e preferencialmente as 18:00 nas sextas-feiras de lua cheia. Nas suas oferendas não pode faltar perfume de flores ou gardênia… sua velas são coloridas quase sempre vermelhas, brancas e Rosas… que são as cores que simbolizam o sexo, o amor e a tranqüilidade nas relações.
  • Por AlexdeOxossi

Tela de Maria do Carmo da Hora

08/06/2008


30/05/2008

Encantamentos Ciganos com Frutas




Maçã da Prosperidade

Espete numa maçã cravos-da-índia. Tem de cobrir todo a superfície da fruta. Enquanto se procede, visualize os seus pedidos de prosperidade, fertilidade e riquezas. Essa maçã tem poder atrativo. Deve-se, porém, retirar a “pimentinha” da cabeça do cravo.
Uma curiosidade sobre a maçã: quando a cortamos para encantamentos/simpatias, o sentido do corte é de extrema importância para o resultado: horizontal, para prosperidade; vertical, para sentimentos.

Coco calmante


O coco verde é usado para acalmar pessoas de temperamento forte. Abre-se uma tampa nele e serve-se a água – não toda – para a pessoa que está agitada ou de humor “complicado”. A água restante fica dentro do coco, no qual colocamos um pedaço de papel com o nome da pessoa e selamos a tampa com cera de vela. O coco deve ser pendurado pela casa.


Limão Neutralizador


Para neutralizar energias negativas/ desarmônicas, cruza-se dois pregos em um limão e pendura-se na casa. Se o problema for pessoas com energias negativas ou pessoas que precisam ser neutralizadas por quaisquer razões, escreva o nome da pessoa e finque o papel com os pregos dentro do limão e pendure. Esse limão tende a apodrecer muito rápido. Dispense o limão ruim e troque sempre que necessário.


Melão da Riqueza

Pegue um melão e abra-o, tirando uma tampa. Limpe-o, enterrando as sementes. Dentro da fruta oca (só com a polpa), colocamos um papel com todos os pedidos de prosperidade e riqueza. Junto, colocamos 21 moedas. Para terminar, preencha o resto da fruta com açúcar cristal. Feche a tampa do melão, selando com cera de vela. Num local ligado à Natureza, acenda 6 velas coloridas (não use vela preta!) em forma de um hexagrama Y - o melão no meio . Quando as velas se consumirem, leve o melão para uma árvore e antes de deixá-lo, coloque um pano verde sob ele.

28/05/2008

Mistério Cigano - Por Marilena Trujillo

Olho-te...
Fulmino-te...
Arrebato-te...
Prendo-te no meu ardiloso mistério...
Esfregando em teu corpo o meu perfume.
Desejo-te e o meu desejo é um caso sério!
Meu olhar profano te invade...
Queima-te...
Minha boca vermelha pede beijos, beijos!


Quero por teus caprichos...
Ser domada!
Ser a dona dos teus doces sentimentos!
Sou a flor de lótus desta aldeia...
A rainha cigana, a cigana irresistível,
Que não se deixa conquistar à toa...
Resistir ao meu encanto é impossível!
Quero-te para sempre cigano meu...
Quero dias, quero uma vida ao teu lado!
Quero o gosto das tuas noites de verão...
Teu coração, por minhas fitas atado!
Meus cabelos esvoaçam pelo teu rosto,
Meu perfume é estonteante, embriagador.
Vou dançando... Deslizando, planando...
Teu olhar me seguindo cheio de ardor!
As pulseiras tilintam no ar, a bailar...
Minhas saias ondulam sob teu olhar...
A paixão explode num beijo impetuoso.
Meu povo em delírio se põe a festejar!
Agora tudo é alegria, tudo é mágico...
Sou tua... És meu para todo o sempre!
A felicidade será linda constante, perene.
Serei tua amada, meu amado. Eternamente!

27/05/2008

Sou Gandi...


Onde estou?
Em sonhos me encontro
Em terras distante
Junto de um povo que não é estranho
Costumes, tradições
Canto ao luar
Danças sensuais
Misturadas com folhas de sândalo
Em suavidade solto o meu corpo
Em contornos me perco
Emaranhada em fitas e adereços
Cabelos soltos ao vento
Minha alma flébil por te chama
Desejando te-lo em meus braços
A cada instante afogar
Em seus lábios gotejantes de desejos Busco-te,
Ó Príncipe Gitano.
Na doçura inconseqüente
A ponto de enlouquecer
Mesmo sendo Gandi
Em outra cultura nasci
Nos sinais de um sentir dependente não esqueci de amá-lo.
Não quero acordar!
  • Por Di_Angels
Publicado no Recanto das Letras - Código do Texto: T 1005514
Tela de Maria do Carmo da Hora

23/05/2008

24 e 25 de maio – Dias de Santa Sara Kali
  • Padroeira do Ciganos

Oração de Santa Sara

Santa Sara, minha protetora,
Cubra-me com teu manto celestial.
Afasta as negatividades que por ventura estejam querendo me atingir.
Santa Sara, protetora dos ciganos, sempre que estivermos nas estradas do mundo, proteja-nos e ilumine nossa caminhada.
Santa Sara, pela força das águas, pela força da Mãe-Natureza, esteja sempre ao nosso lado em seus mistérios.
Nós, filhos dos ventos, das estrelas e da Lua Cheia e Pai-Sol, pedimos a sua proteção contra os inimigos.
Santa Sara, ilumine nossas vidas com seu poder celestial, para que tenhamos um presente e um futuro tão brilhantes, como são os brilhos dos cristais.
Santa Sara, ajude os necessitados, dê luz para os que vivem na escuridão, saúde para os que estão enfermos, arrependimento para os culpados e paz para os intranqüilos.
Santa Sara, que seu raio de paz, de saúde e de amor possa entrar em cada lar neste momento.
Santa Sara, dê esperança e dias melhores para essa humanidade tão sofrida.
Santa Sara milagrosa, protetora do povo cigano, abençoe a todos nós, que somos filhos do mesmo Deus!
Os violinos, as castanholas, os pandeiros e fitas coloridas,
estarão na mais perfeita harmonia nos dias 24 e 25 de maio, pois saudarão
Santa
Sara Kali
, a padroeira dos ciganos.

Tela de Maria do Carmo da Hora

24/04/2008

Cigana Ametista
É a cigana Ametista que chega,
Inebriando com seu aroma de jasmim.
Baila em sensuais gestos sutis.
Ela encanta com seu pandeiro, saia rodada, adereços de princesa.
Seu olhar de topázio atravessa nuvens, tempos e temporais.
Ametista é cigana cobiçada, amada e invejada.
No coração esconde um segredo...
Nos olhos releva paixão!

  • Valéria Fernandes

Tela de Maria do Carmo da Hora

18/04/2008

Cigana Yasmim

Yasmim tinha pele clara, cabelos e olhos pretos.

Suas Roupas

Usava vestido longo na cor azul-celeste, com mangas bufantes que iam até os cotovelos.

Seus Adereços

Ela trazia na cabeça, em dias de festa, um diadema de pérolas. Nas orelhas usava brincos de ouro, com águas-marinha e pérolas penduradas, e no pescoço, um colar de águas-marinha e pérola.

Sua Magia


Essa Cigana fez a passagem muito jovem, mas já tinha suas cartas com os símbolos do seu clã.

A fase da Lua da sua preferência era a cheia. Suas oferendas devem ser colocadas sempre em frente ao mar e, se for possível, sempre no dia dois de fevereiro: foi nesse dia que foi para o mundo espiritual, no mar, próximo a Ilha de Chipre. Nunca devem ser colocadas velas coloridas para essa Cigana, pois ela só aceita velas azuis.

  • Por Ana da Cigana Natasha

Tela de Maria do Carmo da Hora

15/04/2008


Tela de Maria do Carmo da Hora

04/04/2008

Ciganamente


Canta o vento nas casuarinas
Marulha a lagoa
Bate o pano da barraca
Sinto-me cigana
Canta o vento pelo ar
Cata-ventos a rodar
Mergulho na boca d’água
Brancas salinas nas alvas auroras
Sinto-me cigana
No negro céu pontos de prata
pontificam a Via-láctea
Morenos torsos nus
despojados de vergonha
esquecem paredes
e pisam a grama serenos
Nuvens gris cobrem e descobrem o azul
com pressa de ser
verão total
Verdes, vermelhos, azuis, amarelos, pinks ferem o dia
Prata e ouro tremeluzem à noite.


28/03/2008

Espírito Cigano


Wladimir



A cigana Wlanira foi quem criou o cigano Wladimir e a sua irmã gêmea Wlanasha. Quando os seus pais morreram a cigana Wlanira estava com 12 anos de idade, mesmo assim ela tomou conta dos seus irmãos. A cigana Singuala foi a sua esposa, na qual tiveram dois filhos: Raiza e Wadivik. Quando Wladimir se casou estava com 17 anos, e a cigana Singuala com 12 anos de idade. Depois de 4 anos de um feliz casamento, o cigano Wladimir passou para o mundo espiritual, deixando a cigana Singuala com duas crianças pequenas.

O cigano Wladimir mudava o vestuário conforme a fase da lua. Na orelha esquerda ele usava uma argola de ouro, e no pescoço um cordão de ouro com um medalhão antigo de seu clã. Em todas as fases da lua ele usava na cintura uma faixa, que variava de cor conforme sua roupa, na qual levava sempre seu punhal de prata.

Wladimir é um espírito de muita luz e quando ele chega na terra pede logo o seu violino. Não é preciso que a matéria que ele está incorporado saiba tocar este instrumento, pois mesmo como espírito, ele toca maravilhosamente bem; este é o detalhe que assegura quando ele está verdadeiramente na terra. Velas para suas magias e oferendas devem ser feitas com na cor vermelha.


  • Dicas de Ana da Cigana Natasha

Espírito Cigano

Wlanasha



Wlanasha é uma linda cigana de pele clara e cabelos amarelos, que chegam a lembrar uma espiga de milho, brilham como ouro quando tem contato com o sol. Só usa roupas de cor amarelo-ouro e com muito brilho. Seu metal preferido não poderia deixar de ser o ouro, e seu cristal é o topázio.
Em seu pescoço carrega sempre um cordão de ouro com um pingente de topázio em forma de pirâmide. No pulso, usa um lenço amarrado amarelo com as pontas soltas. Na cabeça usa um lenço dourado e brincos de ouro, em forma de leque.



Enquanto esta incorporada, segura na mão uma rosa amarela. As velas e as rosas em sua magia são sempre amarelas. Ela não faz magia para o mal; suas magias preferidas são aquelas feitas para defesa contra armadilhas dos inimigos e contra a inveja. Wlanasha manuseava suas cartas desde os seis anos de idade. A fase da Lua de sua preferência era a crescente. Wlanasha é a cigana preferida de Bel-Karrano (Deus-Céu), irmã gêmea do cigano Wladimir. Por isso, sempre que entregamos uma oferenda para a cigana Wlanasha, temos de entregar outra para o cigano Wladimir.


  • Dicas de Ana da Cigana Natasha

27/03/2008





Montagem feita por mim!




"O meu coração é livre como o ar.
Quem quer a minha alma?
Ela está livre!
Não tenho medo de nada.
Carmen nunca cederá!
Nasceu livre e livre morrerá!".


26/03/2008







25/03/2008

Filhos do Vento, Filhas do Sol..



Mensagens de uma Cigana


"Durante toda a caminhada, mantivemo-nos vigilantes de nossos filhos. Dentre ao que nos é permitido: zelamos, defendemos, acolhemos, aconselhamos, ralhamos, acarinhamos e ensinamos.Alguns acompanharam nossas caravanas, por prados, florestas, montanhas, lamaçais, durante a ventania, o sol escaldante dos desertos, a chuva e o bom tempo. Outros se cansaram, sentaram-se à beira do caminho até o último de nós passar, e retomaram a áspera caminhada a nos seguir. Ainda outros, se distanciaram de nós por algum tempo e ainda assim conseguiram nos alcançar. A estrada da vida é árdua, as pedras do caminho machucam os pés e o turbilhão de emoções maculam o coração e às vezes, deixam cicatrizes profundas na alma. Mas por favor, filhos não percam a fé, nem desistam da caminhada..




..Quem compartilha de nossa energia é forte como as rochas, ardente como o fogo, suave como a brisa e transparente como a água. Sejam livres como os pássaros que voam, mesmo que em seus pensamentos! Tenham a beleza e a sutileza da flor que desabrocha e perfuma.Não desistam do caminho a ser trilhado, para que nunca se afastem de nossa caravana.O tempo não existe e amanhã, os pandeiros chocalharão, fitas coloridas se agitarão e então, veremos a dança da vida e se fará festa. E nós, aqui estaremos de braços abertos para recebê-los em espirais de amor! Que Diel olhe por todos nós!"
  • Canalizada por Kamai

Tela de Maria do Carmo da Hora


"O amor é um menino cigano que nunca conheceu qualquer lei;
se não me amares, eu te amarei, se eu te amar, cuidado!"



24/03/2008

Olhares Diversos...


23/03/2008

Trecho de A Primavera, O Sagrado e A Voz Ausente



“Se faz alvorada. É assim que acontece a primavera. Na terra e em mim... Repentinamente, o acordar das cordas de um violino há muito adormecido. Da flauta e do oboé esquecidos. É a música do despertar. Todos os grãos se abrindo. Subindo. Perfurando a terra triste. Pequenas folhas e brotos, cantando sobre os vales, penhascos, planícies, campos, jardins, quintais, canteiros e floreiras. É um tempo de brisa leve. De umidade e frescor. De atenuar rigores. De sair e olhar o mundo. Um tempo de celebração. De orquídeas, rosas, jasmins, belas-emílias, lírios, margaridas, agapantos, azaléias, glicínias e rododendros. Desabrochando em algaravia juvenil. Os pássaros na amoreira, cedo, no seu alarido matutino. Um beija-flor entra no jardim de inverno. Instala-se no pequeno galho de hera que infiltrou-se pela fresta da parede. Na porta aberta da cozinha, dois rouxinóis-bebês espiam a casa ainda silente da última noite de inverno. É primavera. Aos poucos, rompo o cristal de gelo que segura minha alma. Sou broto novamente. Germinando. Crio asas e ensaio pequenos movimentos. Como os rouxinóis filhotes. Poderei novamente? Arriscarei? Sim, mais uma vez arriscarei. Serei manhã como esta manhã...

..Obedeço ao tempo divino. Sou dádiva e celebração. Esperança de Deus. Passado, presente, futuro, em novos acordes. E os mortos? Pensava que os tinha perdido para sempre. Todos aqueles que amei. Voltam agora. Com suas cenas. Os vejo tão nítidos e vivos, enquanto o aroma do café os atrai para esta nova primavera. Nos olhamos através da divisória do pensar. Sorrimos banhados na certeza do eterno. Porque a primavera é cheiro, fragrância, perfume. Essência de saudade e de promessa. Certeza de não morrer. Nas borboletas, grilos, abelhas. Que nascem e renascem. Caminho entre as novas florações da alma. Percorro anseios e desejos. Novamente. Saio para colher ervas e temperos. Rosmaninho, alecrim, hortelã, salsa, mangerona. Invento pratos. Coloridos. Caçarolas com legumes. Todas as cores recolhidas nas feiras e quintais. Um festival. As frutas se oferecem em dádiva sensual. Ameixas, maçãs, pêras, nectarinas. Doces e compotas. Abundância de Deméter em alegria primaveril. Na noite estrelada, os riachos cantam e os bosques sussurram magias. Voltamos, novamente, os olhos para o céu. Descobrimos, então, que a noite é sempre primavera a piscar estrelas. Código divino.”


Dica para leitura


Livro "Sangue Gitano" -Romance Cigano de Solange Magrin Ruiz

"Sangue Gitano" conta sobre a história, os costumes, as tradições, as danças e os rituais do Povo Cigano de forma romanceada.






Resumo


Este livro foi escrito para trazer a tona à vida em um acampamento cigano em tempos remotos. A Cigana Isabelita nos conta a sabedoria e as dificuldades, as alegrias e as tristezas, a música e a dança e os desafios, amigos fiéis e inimigos implacáveis desse Povo. Nos mostra a força do Sangue Cigano, do sangue que une um Povo do Sangue que enfrenta os perigos, do Sangue perdido.

Façam esta viagem e conheça a vida do Cigano Dom Fernando e da Cigana Isabelita quando encarnados. Com estes filhos das estrelas, abençoados pela lua, acariciados pelo vento e aquecidos pelo sol. Filhos das estradas, amantes da vida e da liberdade.

Sigam os caminhos que este Povo encantado os conduzirá através desta obra, com muita música dança, magia, felicidade e união. Mas principalmente vem mostrar que tudo na vida é conquistado com força, luta, honra, amor e acima de tudo com muita Fé.

Vida Cigana



21/03/2008

Dança Cigana

A dança cigana, assim como o seu povo, não tem origem exata, porém, é sabido que há uma mistura de ritmos como a Rumba, o Flamenco, a Salsa e até mesmo a Dança do Ventre. O mais curioso, e que para os “não-ciganos” pode passar desapercebido, é que cada coreografia, tem seu significado cultural, espiritual ou mesmo místico. E é através de seus instrumentos e do culto ao Quatro Elementos da Natureza, que podemos conhecer a simbologia de cada dança.



Dança do Leque: dança do elemento Água, representa o amor, a sensualidade e a limpeza.

Dança do Xale: dança do elemento Fogo, representa o mistério e a magia.

Dança da Rosa: dança do elemento Terra, representa o amor, a beleza, a conquista e a sensualidade.

Dança do Véu: dança do elemento Ar, representa e expressa a leveza do corpo e a sensualidade.

Dança das Fitas Coloridas: dança do elemento Água, representa as lágrimas de alegria e tristeza derrubadas pelo povo Cigano; não os lamentos, somente comemorações.

Dança das Tochas: dança do elemento Fogo, mostra a fúria e o poder do fogo através das tochas acesas que reverenciam este elemento.

Dança do Pandeiro: dança dos Quatro Elementos, denota a alegria e sugere uma festa; serve também para purificar o ambiente.

Dança dos Sete Véus: para os ciganos essa dança representa uma despedida de solteiro. E os véus coloridos representam as sete cores do arco-íris e simbolizam o amor e a sensualidade. As cores dos véus representam os Quatro Elementos.

Dança do Punhal: dança dos elementos Ar e Terra, representam lutas, disputas, fúria e pode simbolizar a limpeza do ambiente e do corpo.

Dança dos Quatro Elementos: feita com representações dos quatro elementos como: Vela, Incenso, Cântaro (jarro d'água) e Sal, significa magia e limpeza do ambiente.

  • Tela de Maria do Carmo da Hora


19/03/2008

As primeiras 9 Cartas Ciganas


Optei em dividir as Cartas Ciganas em 4 partes, portanto, estou postando as 9 primeiras lâminas e um resumo de seus significados feitos por mim. Quem já leu mais alguma coisa a meu respeito neste blog, sabe que sou taróloga profissional e uma apaixonada por cartas ciganas, no qual me dedico e também faço uso com meus consulentes.


As Cartas Ciganas


  • 1 - O MENSAGEIRO
O Mensageiro ou Cavaleiro fala-nos que devemos ir em busca de nossos desejos, que temos que ter atitudes concretas e prepararmos terreno para concretizar nossos ideais, sem medo ou dúvida, basta não agir precipitadamente.
  • 2- O TREVO
O Trevo ou Os Obstáculos é uma carta que nos diz o quanto estamos sendo impedidos de caminhar normalmente, muito embora, próximos de encontrar uma solução viável, uma saída. Há preocupações, embaraços e obstáculos no caminho, porém passageiros. Adverte-nos para os contratempos da vida.
  • 3 - O NAVIO
O Navio ou O Mar traz a mensagem de viagem, bem como mudanças positivas de um modo geral. Indica horizontes e perspectivas novas, em qualquer âmbito da vida. É uma carta que indica ação e movimento até chegarmos onde queremos.
  • 4 - A CASA
A Casa ou O Equilíbrio representa lar, família, assuntos de cunho domésticos, e claro: a rotina, a segurança e a estabilidade, também estão contidas na lâmina. Podemos ver questões de moradia, de vizinhança e de bens materiais.
  • 5 - A ÁRVORE
A Árvore significa solidez nos assuntos, nos atos e nos sentimentos. Fala-nos que nossos desejos estão em solo fértil, e, portanto, têm tudo pra dar certo. Indica que devemos ter os pés no chão e manter a vitalidade em alta.
  • 6 - AS NUVENS
As Nuvens ou Os Ventos anunciam a falta de uma boa visão do todo. Avisa-nos que estamos em um momento instável, seja emocional ou prático. A sensação que temos é, que pode surgir o sol a qualquer momento, bem como podemos ficar a espera do clarão no céu.
  • 7 - A SERPENTE

A Serpente ou O Arco-Íris é quase sempre um aviso de maledicência, fofoca e confusões. Muitas vezes esta carta se refere a provocações difíceis de serem aceitas e palavras comprometedoras vindas de outras pessoas, o que não exclui o próprio consulente de ser o pivô de difamações.

  • 8 - O CAIXÃO


O Caixão
ou As Perdas nos revela assuntos em sua fase final ou mesmo esgotados. Simboliza algo que finda para que ajam transformações e evoluções. Fim, perdas, dores e tristezas profundas, também são assinaladas por esta carta.

  • 9 - AS FLORES
As Flores ou A Chuva nos dão sinal de boa disposição para enfrentar qualquer problema. Revela-nos a beleza interior de pessoas em nossa volta, bem como seus sentimentos de generosidade e amizade. Indica também refinamento, delicadeza e encantos pessoais.
  • Taróloga Valéria Fernandes
Brincado com Cartas


Conheça uma das versões do Baralho Cigano de forma lúdica. Clique nas cartas abaixo que estão em slide para ampliá-la ou e deixá-la mais próximas; quando quiser também pode afastá-las. Tente associar a imagem ao título da carta, em breve postarei os nomes das 36 cartas que formam o Baralho Cigano e um pequeno resumo de
seus respectivos significados.
  • Divirta-se!


Mystical Lenormand Cards

17/03/2008

Jovem Cigano



Aproveitando a parada da caravana, o jovem cigano desce de sua carroça, pega seu cantil quase vazio e, após sorver longo e último gole de água, dirige-se a uma bica próxima para enchê-lo novamente. A caravana havia parado como de costume, para descanso e água para os animais e também para que os cantis fossem cheios. O vento da tarde anunciava que o frio relento da noite viria em breve e réstias de um sol dourado emprestavam ao lugar uma aparência de nobreza. Causava-lhe alegria observar o movimento das folhas das tamareiras e sempre que podia, parava para admirá-las. Igor, brincando e tamborilando com o cantil, dirige-se ao Sábio ancião do pequeno e pobre lugarejo de não mais que duas dúzias de casebres e como de costume cumprimenta-o aproveitando para pedir-lhe um conselho:

- Diga-me senhor, o que Deus nos faz quando não seguimos um conselho?

Levantando a cabeça e parecendo sorrir com os olhos, o Sábio responde ao cumprimento do jovem e diz amorosamente:


- Quando convivemos com alguém que tem mais clareza de espírito e não enxergamos, paciência. Somos ainda cegos e nada nos é cobrado. Afinal, não podemos enxergar o que não vemos. Porém, quando reconhecemos a sabedoria de alguém, e mesmo assim, fechamos os ouvidos diante de um sábio conselho, seremos cobrados pelo Universo. O Universo, lembre-se, sempre pede contas pelo que nos é dado. Sempre.

Extraído do livro Toques de Sabedoria - Devany A. Silva

  • Tela de Maria do Carmo

16/03/2008

O Pandeiro





O pandeiro é um instrumento originário da Arábia, consiste inicialmente em um aro de madeira com pequenas aberturas denominadas de soalhas. O pandeiro era tocado de modo simples, com batidas de mão para marcar o tempo, ou como complemento de dança, principalmente a cigana.
Tornou-se conhecido também na Europa, sendo popularmente utilizado na Itália e Espanha, e até alcançou as orquestras, na execução da ópera Preciosa, de Weber.
No Brasil, quando surgiu o choro, no final do século passado, o pandeiro veio dar o toque final ao ritmo marcante e brejeiro, inicialmente executado ao piano e instrumentos de corda e de sopro. Pandeiristas existem por todos os rincões do Brasil e do mundo, seja atuando em conjuntos de choro e de samba, em orquestras, e até aqueles que simplesmente carregam seu pandeiro aonde quer que vão, tocando em reuniões musicais, como os ciganos.

12/03/2008

Amantes da música, da dança e das "viagens", os ciganos levaram a sua cultura até aos confins do mundo.


Os ciganos são conhecidos em França como tsiganes, na Grã-Bretanha como gipsy e na Espanha como gitanos, porque, no passado, se pensou que eles eram originários do Egipto. Mas, para se distinguirem entre si, eles usam os nomes das suas etnias: Rom, Manus, Kalé, Sinti. Rom e Manus significam «homem livre» e são palavras de origem indiana.


O termo gadjó é empregue pelos ciganos para designar os estranhos, aqueles que não pertencem ao seu mundo. Na acepção primitiva, a palavra gadjó significava as pessoas sedentárias, ou seja, o contrário de nómada, um estilo de vida característico dos ciganos.
O documento mais antigo de que dispomos sobre os ciganos remonta ao ano de 1200. Na Europa, eles foram olhados com suspeita desde a sua chegada. O seu estranho modo de vida metia medo às pessoas e criava preconceitos. Na origem desta discriminação encontram-se igualmente razões de ordem económica. Aqueles nómadas, peritos em trabalhos artesanais e especializados no trabalho do ferro e do cobre, constituíam uma ameaça ao frágil comércio dos artesãos medievais. Reis e papas expulsaram os ciganos de muitos territórios do Ocidente. Chegou-se mesmo a vendê-los e a explorá-los como escravos, empregando-os, acorrentados, como remadores nos navios dos cruzados. Outros foram torturados, queimados e até se chegou a arrancar-lhes os olhos. Esta perseguição prolongou-se ao longo dos séculos, culminando no extermínio levado a cabo pelos nazis, que nos fornos crematórios se desfizeram de mais de 500 mil inocentes, perante a total indiferença do mundo.

As origens

As origens da cultura cigana perdem-se nas terras do Rajastão, na Índia. O percurso histórico das várias populações tocou diversos países e outras tantas culturas: do Afeganistão à Roménia, passando pelo Irão e pela Turquia, com ramificações na Grécia e nos Balcãs, na Hungria, Rússia, Sibéria, Alemanha, Holanda, Grã-Bretanha, Irlanda, Itália, França, Espanha e Portugal. Em 1600 e 1700 foram deportados para a África e para o Brasil pelos portugueses, para Barbados e a Virgínia pelos escoceses, para a Martinica e a Luisiana pelos franceses e para a América Latina pelos espanhóis.
Em contacto com diversas culturas e na tentativa de encontrar uma estabilidade, os ciganos viram a sua raça dividida em diversas etnias, línguas e religiões.

Por: JÚLIA MENDES

11/03/2008

Cartomancia Cigana


A Cartomancia é um dos costumes mais conhecidos do povo cigano, e não é por acaso que nos sentimos bem melhor quando fazemos uma consulta de baralho com uma “verdadeira cigana”, e ficamos ressabiados com o não-cigano que também aprendeu esta arte oracular via estudo, que é o meu caso em matéria de aprendizado. As tradições ciganas são passadas de geração a geração, e a leitura de cartas não poderia ser diferente, não é mesmo?



Pois bem, entre os ciganos, somente as mulheres podem deitar cartas, visto acreditarem que carregam consigo a energia lunar, a energia oculta que revela a vidência, e são convictas que têm o dom de pressentir para interpretar.

Ao contrário do que se pensa, não existe um “Baralho Cigano”, ou seja, criado por este povo, falo de registros que possam confirmar tal hipótese. Os mesmo usavam o baralho comum para ler a sorte, e devido a uma cartomante que se tornou famosa na França do século XVIII (Madame Lenormand), que criou um baralho próprio já adaptando aos que existiam, os ciganos passaram a fazer uso dele também e tornou-se conhecido como sendo cigano.

Existem inúmeras versões de baralhos ditos ciganos e, a grande maioria, é composta por 36 cartas, que têm variações tanto nos títulos das cartas, como nas imagens!
  • Tela de Maria do Carmo